Inteligência Artificial: A Necessidade de Adaptação nas Organizações

Jaquelina Vieira, subdiretora de Ciência de Dados e Inteligência Artificial da Caixa, alerta que as organizações precisam de se adaptar à inteligência artificial (IA) para evitar desafios futuros. Em entrevista ao podcast “À Prova do Futuro”, Vieira partilha a sua experiência e a importância do reskilling, ou seja, a formação contínua para adquirir novas competências.

A responsável destaca que a utilização da inteligência artificial pode levar a uma gestão mais eficiente dos recursos humanos. Através da análise de dados, é possível identificar necessidades de formação e colaboradores com elevado potencial. No entanto, Vieira sublinha que, na Caixa, a IA não é utilizada para avaliar os trabalhadores, dada a sensibilidade do tema. “A IA serve para complementar e ajudar, nunca para substituir”, afirma.

A transformação cultural necessária para integrar a inteligência artificial nas organizações é um desafio significativo. Vieira acredita que a mudança deve centrar-se nas pessoas, pois são elas que, com as ferramentas adequadas, podem melhorar a sua eficiência e o serviço ao cliente. O ideal, segundo a subdiretora, seria que os colaboradores se pudessem concentrar exclusivamente na relação com os clientes, enquanto as tarefas rotineiras fossem automatizadas.

A Caixa já começou a implementar algumas soluções de IA, como a automatização de operações simples na sua aplicação, permitindo que os colaboradores se dediquem mais ao atendimento ao cliente. Vieira menciona que a automação ainda está numa fase inicial, mas o objetivo é que, no futuro, as assistentes digitais possam responder a questões frequentes, liberando tempo para interações mais complexas.

A resistência à mudança é uma preocupação comum, mas Vieira relata que, até agora, a recepção dos colaboradores tem sido positiva. A Caixa tem promovido eventos de formação e envolvido os colaboradores no desenvolvimento de novas ferramentas, o que tem gerado um feedback entusiástico.

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A subdiretora também destaca a importância do upskilling e reskilling, com a Caixa a oferecer cursos sobre “IA responsável” para preparar os colaboradores para o futuro. Vieira é um exemplo de como a formação contínua é essencial, tendo ela própria feito a transição de gestora para especialista em inteligência artificial.

A liderança nas organizações também está a evoluir. Vieira defende que os líderes devem adotar uma abordagem mais colaborativa, focando-se em servir as suas equipas e desbloquear processos. A transformação digital traz desafios, mas também oportunidades para melhorar a eficiência e a satisfação dos colaboradores.

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Fonte: ECO

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