Resultados do BCP superam expectativas e recomendação de compra mantida

O banco de investimento Jefferies destacou os resultados do Banco Comercial Português (BCP) no segundo trimestre de 2026, considerando-os acima das expectativas. A análise aponta para um desempenho robusto em Portugal, onde a margem financeira e o crescimento do crédito continuam a mostrar força, mesmo com a descida das taxas de juro. O Jefferies manteve a recomendação de “buy” para as ações do BCP, estabelecendo um preço-alvo de 1,24 euros, o que representa um potencial de valorização de 18% em relação aos 1,05 euros em que as ações estão a ser negociadas.

De acordo com a nota de análise, o BCP reportou um lucro atribuível de 260 milhões de euros no segundo trimestre, superando em cerca de 3% o consenso estimado pela própria instituição. Antes de impostos, o resultado ficou 6% acima das previsões, impulsionado por receitas melhores, especialmente nas áreas de trading e outros rendimentos, além de imparidades que foram inferiores ao esperado.

O Jefferies sublinha que a atividade em Portugal continua a ser o principal motor dos resultados do BCP. A margem financeira líquida no país cresceu 11,3% em termos homólogos no primeiro semestre e 12,8% no segundo trimestre, superando as orientações do banco. Além disso, as comissões aumentaram 5%, refletindo um ambiente favorável para o setor.

Os dados sobre crédito e depósitos também são positivos. Em Portugal, os empréstimos a clientes subiram 8,6% em comparação com o ano anterior, enquanto os depósitos aumentaram 5,3%. Os fundos fora de balanço registaram um crescimento de 11,8%, evidenciando uma tendência de fortalecimento da posição financeira do BCP.

As imparidades totais foram de 146 milhões de euros, cerca de 4% abaixo do consenso, o que contribuiu para os resultados positivos. O custo do risco em Portugal foi de 33 pontos base, alinhado com as orientações do banco para o ano, mas com uma evolução considerada melhor do que o previsto.

Leia também  Hefesto vai recuperar 15 milhões da dívida da Inapa ao BCP

No trimestre, o BCP também fez provisões relacionadas com o risco soberano em Moçambique, no valor de 19 milhões de euros, além de 36 milhões de euros associados a créditos à habitação em francos suíços na Polónia e 15 milhões de euros relacionados com crédito ao consumo nesse mesmo mercado, em resposta a uma recente decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia.

Na Polónia, a Jefferies notou que a margem financeira trimestral voltou a crescer, subindo 2% em relação ao trimestre anterior, embora tenha recuado 4% em termos homólogos. O banco destacou o forte crescimento do crédito corporativo, que avançou 30% anualmente, apesar de uma ligeira queda de 2% na carteira hipotecária.

Apesar das pressões nas margens, o Jefferies considera encorajador que a margem financeira na Polónia esteja a recuperar, mesmo que de forma gradual, e antecipa melhorias adicionais ao longo de 2026. O BCP apresentou ainda um rácio CET1 de 15,1%, superior ao consenso, e uma rentabilidade tangível sobre o capital médio tangível (RoTE) de 13,9%. Para o Jefferies, estes indicadores reforçam a ideia de que o trimestre foi “simples e favorável”, com potencial para uma revisão em alta da margem financeira e do custo do risco para 2026.

Leia também: O impacto das taxas de juro nos resultados dos bancos.

resultados do BCP resultados do BCP resultados do BCP resultados do BCP Nota: análise relacionada com resultados do BCP.

Leia também: Novobanco reforça gestão com António Horta Osório

Fonte: Sapo

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top