90% dos investidores portugueses optam por perfis conservadores

Um recente estudo revela que a grande maioria dos investidores portugueses prefere a segurança em vez de arriscar nos mercados financeiros. De acordo com o 2º Barómetro Doutor Finanças, realizado pela Universidade Católica-Lisbon em colaboração com o Doutor Finanças, nove em cada dez investidores classificam-se como conservadores ou moderados. Apenas 6% dos inquiridos assumem um perfil agressivo.

Este panorama reflete a prudência que caracteriza o investidor nacional. Produtos como depósitos a prazo, certificados de aforro e Planos de Poupança Reforma (PPR) continuam a ser as escolhas preferidas, evidenciando uma clara aposta na proteção do capital.

Entre os inquiridos, 49% identificam-se como conservadores, enquanto 41% se consideram moderados. Apenas 6% opta por estratégias de investimento mais agressivas, e 4% não respondeu. Esta divisão ajuda a entender por que os produtos de baixo risco dominam as carteiras de investimento. A relação entre o perfil de risco declarado e o comportamento real é clara, mostrando que a perceção do risco influencia as decisões de investimento.

A preferência por ativos seguros também se reflete na baixa percentagem de rendimento destinada a aplicações mais voláteis, como ações ou criptomoedas. A consistência entre as preferências e as práticas de investimento reforça a fiabilidade do perfil de risco como um indicador das escolhas de cada investidor.

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Os dados do estudo mostram que 45% dos investidores têm como objetivo obter ganhos a longo prazo, especialmente para a preparação da reforma. Outros 23% investem com a intenção de preservar o capital. Os objetivos de curto prazo representam apenas 14% das respostas, enquanto 11% investem para fins específicos, como a compra de casa ou carro. Esta hierarquia confirma a prioridade dada à segurança e ao planeamento, em detrimento de apostas mais especulativas.

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A experiência de perdas financeiras tem um impacto significativo nas escolhas dos investidores. Quase metade (44%) admite já ter perdido dinheiro em investimentos, o que reforça a cautela demonstrada em outros indicadores. A maioria (55%) nunca registou perdas, o que explica a preferência por produtos garantidos. O receio de perder capital supera a ambição de retornos mais elevados, consolidando a aversão ao risco como um traço marcante.

A análise da tolerância a perdas revela um cenário de elevada prudência. Quase metade (48%) dos investidores só aplica dinheiro em produtos de capital garantido, não aceitando qualquer perda. Entre aqueles que toleram algum risco, 15% suporta desvalorizações até 5%, enquanto 13% aceita quedas entre 6% e 10%. Apenas 3% tolera perdas entre 21% e 30%, e só 9% aceita oscilações superiores a 30%. Esta postura confirma que a proteção do património é uma prioridade para a maioria.

O fenómeno conhecido como FOMO (Fear of Missing Out) tem pouca expressão entre os investidores portugueses. Oito em cada dez inquiridos afirmam não tomar decisões com base em modas ou notícias do mercado. Apenas 18% admite ser influenciado pela euforia ou receio de ficar de fora, reforçando a imagem de um investidor que valoriza a estabilidade em detrimento de ganhos rápidos.

O 2.º Barómetro Doutor Finanças revela um padrão consistente: aversão ao risco, foco em objetivos de longo prazo e preferência por produtos seguros. Esta combinação de fatores indica uma cultura financeira em que a preservação do capital é mais valorizada do que a busca por rentabilidades elevadas.

Embora este perfil possa limitar os retornos em ambientes de taxas de juro baixas, proporciona maior estabilidade em tempos de incerteza, como os que marcam os mercados globais.

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Conheça as principais conclusões do barómetro aqui.

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Fonte: Doutor Finanças

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