Gasóleo desce na próxima semana, gasolina mantém preços

Na próxima semana, os preços dos combustíveis em Portugal vão apresentar uma alteração significativa, com o gasóleo a descer um cêntimo por litro, enquanto a gasolina permanecerá inalterada. Esta informação foi divulgada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) e reflete os valores médios que se esperam nas bombas de combustível.

Assim, os condutores que abastecerem na próxima semana deverão pagar, em média, 1,543 euros por litro de gasóleo simples e 1,701 euros por litro de gasolina simples 95. Estes preços são baseados nos dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e podem sofrer alterações em função das cotações do petróleo brent e do mercado cambial.

É importante notar que os preços dos combustíveis podem variar de posto para posto, uma vez que são influenciados pela média dos valores praticados por todas as gasolineiras. Esta semana, os preços dos combustíveis já tinham registado uma descida, com o gasóleo a reduzir 1,9 cêntimos e a gasolina 0,6 cêntimos. As previsões iniciais apontavam para uma descida de dois cêntimos no gasóleo e meio cêntimo na gasolina.

Os contratos futuros do petróleo brent, que servem de referência para o mercado europeu, estavam a descer 0,55% na última sexta-feira, situando-se nos 64,77 dólares por barril. Apesar desta descida, os preços dos combustíveis estão a caminho de um ganho semanal de 1%, após uma queda significativa na semana anterior.

A redução nos preços do brent é atribuída a um abrandamento do prémio de risco no mercado, especialmente após o acordo entre Israel e o Hamas para uma primeira fase de paz em Gaza. Segundo Bjarne Schieldrop, analista-chefe de matérias-primas do SEB, este desenvolvimento está a aliviar as tensões no Médio Oriente, o que, por sua vez, pode facilitar o transporte de petróleo através do Canal do Suez e do Mar Vermelho.

Leia também  Estado empresta 6 milhões à EDIA para custos energéticos

O impacto imediato deste acordo é a diminuição dos receios sobre uma escalada regional que poderia perturbar as rotas de fornecimento de energia. Antonio Di Giacomo, analista de mercados financeiros, sublinha que um menor risco no Médio Oriente pode facilitar um fluxo mais estável de crude para a Ásia e a Europa.

Embora alguns analistas vejam este acordo como um passo positivo, alertam que a situação ainda apresenta tensões estruturais. A OPEP+ anunciou um aumento moderado da produção para novembro, que, embora tenha ajudado a acalmar as preocupações sobre um excesso de oferta, não elimina a possibilidade de saturação do mercado caso a procura diminua.

Leia também: O impacto dos preços dos combustíveis na economia portuguesa.

Leia também: Ouro compra 65 barris de petróleo: OPEP+ em declínio?

Fonte: ECO

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top