Exército israelita inicia retirada de Gaza em acordo de cessar-fogo

O exército israelita começou hoje a retirada de Gaza, avançando em direção à linha amarela, conforme estipulado no acordo de cessar-fogo. Esta operação resulta na evacuação de várias cidades, incluindo a capital do enclave e outras áreas urbanas.

De acordo com a agência EFE, a retirada gradual das tropas israelitas permitiu que muitos habitantes da Cidade de Gaza, como os bairros de Tal al-Hawa e Sheikh Radwan, começassem a regressar às suas casas. No entanto, o movimento entre o sul e o norte da Faixa de Gaza permanece restrito, devido a ataques de artilharia e vigilância constante por drones.

As forças israelitas continuam posicionadas em áreas estratégicas, como o Corredor Netzarim, que divide Gaza em duas partes, e outras zonas militares a sul, como o Corredor Filadélfia e o Eixo Morag. Com esta retirada inicial, cerca de 53% da Faixa de Gaza permanece sob controlo israelita, abrangendo uma área de aproximadamente 185 quilómetros quadrados. Durante a ofensiva, Israel chegou a controlar mais de 80% do território.

A Defesa Civil de Gaza emitiu um comunicado, alertando a população palestiniana para não se aproximar das áreas onde as forças israelitas estavam estacionadas, especialmente nas zonas fronteiriças da Cidade de Gaza. O aviso é claro: “O incumprimento deste aviso coloca a sua vida em risco. Instamos todos a respeitá-lo para a sua segurança e para facilitar o trabalho das equipas de emergência”.

Na quinta-feira, o Governo israelita ratificou o acordo de paz com o Hamas, que inclui a libertação de todos os reféns israelitas e a retirada parcial do exército da Faixa de Gaza. Esta ratificação era o último passo necessário para implementar os mecanismos previstos na primeira fase do plano proposto por Donald Trump, que também foi aceite pelo Hamas.

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A guerra em Gaza teve início a 7 de outubro de 2023, quando o Hamas, que controla a região, lançou um ataque a solo israelita, resultando em 1.200 mortos e 251 reféns. A retaliação de Israel causou mais de 67 mil mortes entre os palestinianos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, que está sob controlo do Hamas. Além disso, as Nações Unidas declararam, no mês passado, uma situação de fome em várias áreas do enclave.

Leia também: O impacto da guerra em Gaza na economia regional.

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Fonte: Sapo

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