Rendas moderadas superam 80% das casas em Portugal

O conceito de rendas moderadas, que abrange valores entre 400 e 2.300 euros, tem vindo a ganhar destaque no mercado imobiliário português. De acordo com dados recentes da plataforma idealista, estas rendas representam 81% da oferta total de habitação no país, uma resposta do Governo à crise da habitação que afeta muitas famílias.

Este fenómeno é particularmente visível nas grandes cidades, onde a procura por arrendamentos é mais intensa. Em Lisboa, Porto, Cascais, Vila Nova de Gaia e Matosinhos, a maioria das casas disponíveis para arrendar encaixa-se neste intervalo de preços. De facto, em muitos municípios analisados, mais de metade da oferta está classificada como rendas moderadas.

Analisando os números, verifica-se que apenas 19% da oferta nacional corresponde a casas com rendas superiores a 2.300 euros. Em Lisboa, essa percentagem sobe para 27%, enquanto no Porto se fixa em 9%. Por outro lado, as rendas moderadas dominam o mercado, com Lisboa a apresentar 73% da sua oferta nessa categoria, o Porto com 91%, Gaia com 89% e Coimbra a atingir impressionantes 98%.

Cascais, no entanto, apresenta um cenário diferente, com 53% da oferta a ultrapassar os 2.300 euros. Apenas 47% das casas disponíveis nesta localidade estão dentro da faixa de rendas moderadas, e não há oferta abaixo de 400 euros. Em contrapartida, a Covilhã destaca-se como uma das cidades com maior stock de imóveis a preços acessíveis, com 15% das casas a serem arrendadas por valores inferiores a 400 euros. Paredes, Vila Real e Bragança seguem com 7% de oferta nesta faixa.

É importante notar que, em 49 municípios, não existem imóveis disponíveis abaixo de 400 euros, incluindo as grandes cidades de Lisboa e Porto. Esta realidade evidencia a necessidade de políticas eficazes para garantir a acessibilidade à habitação.

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Fonte: Sapo

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