Portugal desce no Índice Mundial de Pensões em 2025

Portugal desceu três posições no Índice Mundial de Pensões, ocupando agora o 25.º lugar na 17.ª edição do relatório elaborado pela Mercer e pelo CFA Institute. Esta descida é notável, especialmente considerando que o país obteve a sétima classificação mais baixa no subíndice de ‘Sustentabilidade’, com uma pontuação de apenas 36,4.

Apesar desta queda, Portugal apresenta uma pontuação global de 67,6, destacando-se nas áreas de ‘Adequação’ e ‘Integridade’, onde obteve as quinta e nona classificações mais elevadas, com pontuações de 83,7 e 85,4, respetivamente. O sistema de pensões português é avaliado com a nota geral B, indicando que, embora tenha uma estrutura sólida, ainda existem áreas que necessitam de melhorias.

Os países que lideram o índice em 2025 são os Países Baixos, a Islândia, a Dinamarca e Israel, todos com classificação A. Singapura, pela primeira vez, também alcançou esta classificação, sendo o único país asiático a fazê-lo.

Num contexto de incerteza global crescente, a Mercer destaca que o aumento e a dimensão dos ativos dos fundos de pensões têm levado os governos a implementar diversas medidas. O relatório deste ano analisa como as intervenções governamentais podem ter consequências inesperadas e apresenta oito princípios que os governos podem seguir para equilibrar os interesses dos participantes de planos de pensões privados com as prioridades nacionais.

Cristina Duarte, Principal da Mercer, sublinha que, à medida que a esperança de vida aumenta e os mercados de trabalho evoluem, os governos enfrentam a pressão de adaptar os sistemas de pensões. “A reforma das pensões nunca é simples. É crucial avaliar os possíveis resultados, e por isso, empresas, governos e gestores de pensões devem participar na definição de sistemas de pensões mais resilientes”, afirma.

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Margaret Franklin, Presidente e CEO do CFA Institute, acrescenta que as regulamentações e ações governamentais moldam profundamente o funcionamento dos fundos de pensões. “A comunidade profissional de investimentos deve estar atenta às consequências inesperadas que podem surgir quando mandatos ou restrições distorcem o sistema”, alerta.

O índice revela que o objetivo central dos sistemas de pensões deve ser garantir um rendimento adequado na reforma, sempre guiado pelo dever fiduciário. A Mercer conclui que os governos, em todo o mundo, têm um papel importante na definição de como os fundos de pensões investem, seja através da imposição de diretrizes para proteger os reformados ou incentivando o setor a apoiar objetivos económicos.

Recentemente, países como o Reino Unido, o Canadá, a Austrália e a Malásia têm incentivado os fundos de pensões a apoiar infraestruturas e inovação a nível interno. Em contrapartida, noutros países, continuam os debates sobre a necessidade de considerar fatores ambientais, sociais e de governação nas decisões de investimento.

Cristina Duarte defende que sistemas de pensões com menos restrições tendem a ter um desempenho superior no índice. “Isto sugere que, ao invés de impor regras, os governos devem focar-se em tornar as opções de investimento mais atrativas, promover a transparência e a boa governação, e fomentar a colaboração com o setor privado para apoiar sistemas de reforma sustentáveis”, conclui.

Leia também: A evolução dos sistemas de pensões em Portugal.

Índice Mundial de Pensões Índice Mundial de Pensões Índice Mundial de Pensões Índice Mundial de Pensões Nota: análise relacionada com Índice Mundial de Pensões.

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Fonte: Sapo

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