A Microsoft Portugal anunciou um despedimento coletivo que afetará 68 trabalhadores, seguindo a tendência de cortes que a multinacional tem implementado ao longo deste ano. Este processo de despedimentos Microsoft já se iniciou há alguns meses e representa a segunda vez que a empresa realiza uma redução significativa no seu quadro de pessoal em 2023.
Fontes ligadas ao processo indicaram que as posições eliminadas incluem gestores de contas de clientes, especialistas em soluções de nuvem e equipas do programa FastTrack, que ajudam os clientes a maximizar o uso das soluções da Microsoft. A Comissão de Trabalhadores da Microsoft Portugal, que foi recentemente constituída, optou por não comentar o assunto, remetendo para a empresa devido a um acordo de confidencialidade.
Em resposta às questões da agência Lusa, um porta-voz da Microsoft afirmou que a empresa está a realizar “mudanças organizacionais necessárias para se posicionar melhor para o sucesso num mercado dinâmico”. Esta declaração é parte de uma narrativa que a multinacional tem vindo a divulgar nos últimos meses, à medida que enfrenta desafios no setor.
Com sede em Seattle, a Microsoft tem estado a implementar várias rondas de despedimentos a nível global. A mais recente, anunciada no início de julho, afetou milhares de trabalhadores em diversas áreas, incluindo vendas e a divisão de videojogos Xbox. Embora a empresa tenha começado a enviar avisos de despedimento a 2 de julho, não especificou o número exato de funcionários que seriam afetados, apenas mencionando que os cortes representavam menos de 4% da força de trabalho da empresa em comparação com o ano anterior.
De acordo com dados divulgados em junho do ano passado, a Microsoft contava com cerca de 228.000 trabalhadores a tempo inteiro. Assim, a redução de pessoal anunciada em julho poderá ter impactado cerca de 9.000 colaboradores. Contudo, não está claro se este número inclui os aproximadamente 6.000 trabalhadores já despedidos numa ronda anterior, que ocorreu em maio.
Estes despedimentos Microsoft ocorrem num contexto em que várias empresas do setor tecnológico estão a reavaliar as suas estruturas, após um período de intensos investimentos e contratações durante a pandemia. A Microsoft, em particular, enfrenta pressão para controlar os seus custos, especialmente devido aos elevados gastos associados aos centros de dados que suportam os serviços de inteligência artificial e computação na nuvem.
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Fonte: Sapo





