Passos Coelho elogia resultados do PSD nas autárquicas

O ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho expressou a sua satisfação com os resultados do PSD nas recentes eleições autárquicas, considerando-os “muito bons”. Em declarações aos jornalistas, após a apresentação do livro “Introdução ao Liberalismo”, de Miguel Morgado, Passos Coelho afirmou: “Fiquei muito contente com o resultado das eleições autárquicas, até porque o meu partido, o PSD, teve um resultado muito bom. E, portanto, eu fico satisfeito”.

Apesar do entusiasmo, Passos Coelho não deixou de lamentar a derrota de Suzana Garcia, a candidata que apoiou para a presidência da Câmara da Amadora, que ficou a poucos votos de ser eleita. O ex-primeiro-ministro referiu que “foi por uma unha negra” e encorajou a candidata a não desistir, elogiando o seu desempenho: “Ela fez um grande resultado e isso deve fazer pensar quem tem responsabilidades”.

Durante o seu discurso, Passos Coelho aproveitou para criticar a política económica do Governo liderado por António Costa. O ex-primeiro-ministro acusou os governos do PS de não terem implementado “uma reforma digna de jeito” ao longo dos últimos oito anos, caracterizando a situação como uma “conversa fiada” que não corresponde à realidade. Passos Coelho referiu ainda que a verdade não estava a ser dita e que isso é evidente na “insuficiência dramática do investimento público” e na situação do Serviço Nacional de Saúde.

Embora tenha afirmado que não pretendia discutir a política atual, Passos Coelho fez uma advertência sobre a situação económica do país. “O senhor ministro das Finanças é um homem muito competente e, portanto, acredito que ele tenha as contas muito bem feitas”, disse, mas alertou que “muita coisa não depende do ministro das Finanças”. O ex-primeiro-ministro sublinhou que a economia não está a encaminhar-se para os resultados desejados e que é necessário preparar-se para um desendividamento mais ágil.

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Passos Coelho também mencionou a situação em França, onde o governo suspendeu o aumento da idade da reforma, avisando que “o pensamento mágico tem uma duração limitada”. Ele reconheceu que, apesar de Portugal ter um rácio de dívida inferior a 90%, a situação pode rapidamente mudar com uma crise económica. “Sim, mas ponham-lhe uma crise económica em cima, para quanto é que passa o rácio da dívida?”, questionou, alertando que a despesa aumentaria rapidamente.

Leia também: O impacto das eleições autárquicas na política económica.

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Fonte: ECO

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