O Museu Guggenheim, localizado nas margens do rio Nervión em Bilbau, Espanha, é conhecido pela sua arquitetura arrojada, desenhada pelo arquiteto canadiano Frank Gehry. As suas formas curvilíneas não só impressionam pela estética, mas também evocam a adaptabilidade do sistema nervoso humano, refletindo a capacidade de mudança e evolução.
Neste espaço icónico, está a decorrer uma retrospetiva dedicada à artista portuguesa Maria Helena Vieira da Silva, que se prolongará até 22 de fevereiro de 2026. Com curadoria de Flavia Frigeri, diretora de Coleções da National Portrait Gallery em Londres, a exposição intitulada “Maria Helena Vieira da Silva: Anatomia do Espaço” apresenta um conjunto de obras fundamentais da artista, que já tinha sido exibido anteriormente na Peggy Guggenheim Foundation, em Veneza.
A retrospetiva é composta por oito secções temáticas que exploram a evolução da linguagem visual de Vieira da Silva. Esta organização permite ao público um melhor entendimento do seu percurso artístico e da forma como a artista expressa o espaço e a sua relação com o mundo. A obra de Vieira da Silva é um estímulo visual que provoca uma reflexão profunda sobre a percepção e a representação do espaço.
Os visitantes do Guggenheim terão a oportunidade de apreciar a riqueza e a complexidade do trabalho de Vieira da Silva, que se destaca pela sua capacidade de transformar a pintura em uma experiência quase tridimensional. A artista é reconhecida por utilizar a cor e a forma de maneira inovadora, criando composições que desafiam a visão tradicional da arte.
A retrospetiva não só celebra a obra de Vieira da Silva, mas também contribui para a valorização do seu legado no panorama artístico contemporâneo. Através desta exposição, o Museu Guggenheim reafirma o seu compromisso em promover artistas que, como Vieira da Silva, deixaram uma marca indelével na história da arte.
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Fonte: Sapo





