A ministra da Defesa da Lituânia, Dovile Sakaliene, anunciou a sua intenção de se demitir, citando a falta de confiança no ambiente de trabalho como a principal razão. A decisão surge após um confronto público com a primeira-ministra, Inga Ruginiene, que levantou questões sobre a gestão do orçamento da Defesa e as ligações da ministra à indústria militar.
Sakaliene revelou que já redigiu a carta de demissão, mas que irá consultar outros membros da sua equipa antes de formalizar a saída. “Neste momento, não vejo razão para alterar a minha decisão”, afirmou durante uma sessão no parlamento, conforme reportado pela estação televisiva lituana LRT. A ministra considera que as circunstâncias atuais tornam impossível continuar a exercer as suas funções.
A tensão entre Sakaliene e Ruginiene começou na semana passada, quando a primeira-ministra exigiu esclarecimentos sobre uma reunião com criadores de conteúdos relacionada com o orçamento da Defesa. Este episódio levantou preocupações sobre o compromisso do Governo em aumentar a despesa com a Defesa, que está prevista para 5,38% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano, apesar de algumas reportagens sugerirem que a situação não é tão clara.
A desconfiança entre os dois líderes tornou-se ainda mais evidente esta semana, quando Ruginiene decidiu retirar ao Ministério da Defesa a autoridade para supervisionar a indústria do setor, transferindo essa responsabilidade para os ministérios das Finanças e da Inovação. Para Sakaliene, esta decisão foi uma “surpresa” e contribuiu para a deterioração da relação entre ambos.
A situação política na Lituânia levanta questões sobre a estabilidade do Governo e a capacidade de manter um orçamento robusto para a Defesa, especialmente em tempos de crescente tensão geopolítica. A demissão da ministra pode ter implicações significativas para a política de defesa do país e para a confiança no Governo.
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Fonte: ECO





