O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, decidiu não reconduzir a atual administração da Carris, liderada por Pedro Bogas. Esta decisão surge após as conclusões preliminares do relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários (GPIAAF), que analisou o trágico acidente com o Elevador da Glória. A informação foi avançada pela SIC e confirmada pelo ECO.
Uma fonte próxima do autarca revelou que Moedas considera “bastante graves” as falhas técnicas identificadas ao longo dos últimos anos, que envolvem principalmente as duas últimas administrações da Carris. O autarca expressou a sua preocupação em recuperar “a confiança e credibilidade da empresa” após o acidente que, a 3 de setembro, resultou na morte de 16 pessoas e deixou cerca de duas dezenas de feridos.
O mandato de Pedro Bogas como presidente do conselho de administração da Carris termina este ano, coincidindo com o novo ciclo autárquico. A sua nomeação foi aprovada a 23 de maio de 2022, sucedendo a Tiago Faria, que ocupou o cargo desde 2016. A decisão de Moedas reflete uma necessidade urgente de reavaliar a gestão da empresa de transporte público, especialmente após uma tragédia que abalou a cidade.
A Carris, que é uma empresa tutelada pelo município desde 2017, enfrenta agora um desafio significativo para restaurar a sua imagem e garantir a segurança dos seus utentes. A falta de confiança na administração atual poderá levar a uma reestruturação profunda, que inclua novos líderes e uma revisão das práticas operacionais.
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Fonte: ECO





