Governador do Banco de Portugal alerta para sobre-endividamento

Álvaro Santos Pereira, o novo Governador do Banco de Portugal, fez um alerta importante sobre o sobre-endividamento durante o 10.º Fórum para a Supervisão Comportamental Bancária. Apesar do ambiente macroeconómico favorável, o Governador sublinhou que existem riscos que não podem ser ignorados. “O acesso ao crédito deve estar sempre alinhado com a capacidade financeira dos mutuários e deve respeitar as recomendações macroprudenciais”, afirmou.

Este fórum, que promove o diálogo entre o Banco de Portugal, entidades supervisionadas e representantes de clientes, tem sido fundamental para uma atuação mais informada nos mercados bancários de retalho. Santos Pereira destacou a evolução do fórum, que se adapta às mudanças nos mercados e às novas competências atribuídas ao Banco de Portugal.

Uma das novidades deste ano é a inclusão da APERC — Associação Portuguesa de Empresas de Gestão e Recuperação de Créditos, que se justifica pela entrada em vigor, a 10 de dezembro, de um novo regime jurídico que regula a gestão de créditos bancários não produtivos. “A nossa missão é clara: promover mercados bancários de retalho que sejam eficientes, inovadores e equilibrados”, reiterou.

O Governador também abordou os desafios que a economia internacional enfrenta, incluindo medidas protecionistas e conflitos geopolíticos, que podem impactar negativamente a atividade económica em Portugal. “Como uma economia aberta, precisamos de vigilância e capacidade de adaptação”, acrescentou.

A transformação digital está a mudar a forma como os consumidores acedem a produtos e serviços bancários. Santos Pereira alertou para o aumento da fraude digital, que representa um risco significativo para o setor e para os clientes. Além disso, a digitalização pode levar à exclusão de certos segmentos da população, um problema que deve ser tratado com seriedade.

Outro ponto de preocupação é o envelhecimento da população, que exige um foco maior na poupança de longo prazo e na garantia de acesso equitativo aos serviços financeiros. “A longevidade é uma conquista, mas traz desafios que precisamos enfrentar”, afirmou.

Leia também  CMVM foca em criptoativos e proteção ao investidor até 2026

As questões de sustentabilidade também foram abordadas, com o Governador a enfatizar o papel do setor bancário na transição climática e no desenvolvimento sustentável. O financiamento da economia verde e a integração de critérios ambientais na concessão de crédito são essenciais para canalizar a poupança das famílias para investimentos sustentáveis.

Santos Pereira concluiu que a supervisão bancária deve ser cada vez mais preventiva. “Para isso, precisamos de um quadro normativo claro e de ferramentas que se adaptem à rápida evolução tecnológica e económica”, disse. Ele anunciou que o Banco de Portugal está a iniciar o planeamento dos objetivos estratégicos para 2026-2030 e que as perspetivas dos participantes serão fundamentais nesse processo.

Leia também: O impacto da digitalização na banca moderna.

sobre-endividamento sobre-endividamento sobre-endividamento sobre-endividamento Nota: análise relacionada com sobre-endividamento.

Leia também: Société Générale lança stablecoins em parceria com a Bit2Me

Fonte: Sapo

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top