Israel reivindica veto sobre força internacional em Gaza

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o país terá o direito de veto sobre os membros da força internacional que está a ser proposta pelos Estados Unidos para garantir a segurança na Faixa de Gaza após o conflito. Esta afirmação surge no contexto do plano do ex-presidente Donald Trump, que fundamenta o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

Netanyahu sublinhou que Israel decidirá quais as forças que considera inaceitáveis, referindo-se especificamente à possibilidade de inclusão de tropas turcas, que têm laços estreitos com o Hamas. “Somos um Estado independente”, afirmou Netanyahu, reafirmando que a política de segurança de Israel está sob seu controle.

Na passada sexta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, reiterou que os membros da força internacional devem ser escolhidos de forma a que Israel se sinta confortável com a sua presença. Esta declaração surge após informações de que a Turquia poderia estar a ser considerada para participar na missão.

O acordo de cessar-fogo, que entrou em vigor a 10 de outubro, inclui a libertação de reféns, a retirada parcial do exército israelita de Gaza e a distribuição de ajuda humanitária pela ONU. Até agora, o Hamas libertou todos os 20 reféns vivos, mas apenas entregou 15 dos 28 corpos, alegando dificuldades na localização dos restos mortais.

Hoje, antes do amanhecer, camiões egípcios com equipamento de construção entraram em Gaza, onde ficarão alocados em Al-Zawayda. Shosh Bedrosian, porta-voz de Netanyahu, confirmou que uma equipa técnica egípcia foi autorizada a entrar em Gaza para procurar os corpos dos reféns.

O negociador do Hamas, Khalil al-Hayya, afirmou que não permitirá que a ocupação israelita utilize a situação como desculpa para reiniciar o conflito. As fases subsequentes do plano de Trump incluem a continuação da retirada israelita e o desarmamento do Hamas, que até agora se recusa a considerar essa possibilidade.

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Na quinta-feira, o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou que a força internacional deve ser responsável pelo desarmamento do Hamas, reiterando que “Gaza será desmilitarizada”. Bedrosian confirmou que Israel manterá o controle total sobre a segurança na região.

O cessar-fogo visa pôr fim a dois anos de conflito em Gaza, que teve início com os ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, resultando em cerca de 1.200 mortos e 251 reféns. A retaliação israelita já causou mais de 68 mil mortos e cerca de 170.000 feridos na Faixa de Gaza, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde do território.

Leia também: A situação humanitária em Gaza e os desafios da reconstrução.

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Fonte: Sapo

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