A Inapa Portugal, distribuidora de papel que entrou em insolvência este ano, deixou os seus principais credores, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Novobanco, com uma recuperação muito aquém do esperado. Ambos os bancos, que emprestaram cerca de nove milhões de euros cada um, deverão receber apenas 3,8% do total das suas dívidas, o que equivale a cerca de 368 mil euros para o Novobanco e 336 mil euros para a CGD.
O administrador judicial da Inapa, Bruno da Costa Pereira, apresentou um plano de distribuição que prevê a entrega de 1,6 milhões de euros aos credores, provenientes da venda de bens móveis e de outras liquidações. No entanto, isso significa que os credores não conseguirão recuperar cerca de 40,5 milhões de euros, uma situação que evidencia a gravidade da insolvência da empresa.
A Inapa Portugal, que foi adquirida pela holding Black and Blue Investimentos, de Carlos Martins, por 390 mil euros, tem um passivo total de 42 milhões de euros. A falência da holding Inapa IPG, que arrastou a distribuidora para a insolvência, deixou um rasto de prejuízos significativos para os credores. O Novobanco, que é o maior credor da Inapa, com um crédito de 9,6 milhões de euros, verá assim a sua recuperação limitada a uma fração do que lhe é devido.
Além do Novobanco e da CGD, o fundo imobiliário CA Património Crescente, do Crédito Agrícola, também é um dos maiores lesados, com 5,7 milhões de euros a receber. Segundo o plano de rateio, o fundo deverá recuperar apenas 217 mil euros, resultando numa perda de cerca de 5,5 milhões. O Montepio Geral, que tem um crédito de 3,3 milhões de euros, deverá recuperar cerca de 127 mil euros.
Outros credores, incluindo bancos como o Santander e o Abanca, assim como fornecedores e seguradoras, também estão entre os lesados. A Inapa Portugal comunicou a sua insolvência em julho do ano passado, após não conseguir a aprovação de uma injeção de emergência de 12 milhões de euros por parte da Parpública, o seu maior acionista, o que precipitou a falência da holding.
A situação da Inapa Portugal é um exemplo claro dos desafios enfrentados por empresas em dificuldades financeiras e das consequências que isso acarreta para os credores. A recuperação de apenas 3,8% das dívidas é um sinal preocupante para o setor financeiro e para a economia em geral.
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Inapa Portugal Nota: análise relacionada com Inapa Portugal.
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Fonte: ECO





