O lucro da Galp nos primeiros nove meses de 2023 registou uma queda de 6%, atingindo 941 milhões de euros, de acordo com os padrões IFRS (International Financial Reporting Standards). No terceiro trimestre, o lucro foi de 264 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 2% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O EBITDA da empresa também apresentou uma descida de 7%, totalizando 2,4 mil milhões de euros nos primeiros nove meses. Analisando os diferentes segmentos, o upstream sofreu uma quebra significativa de 24%, totalizando 1,2 mil milhões de euros. Por outro lado, o segmento industrial e midstream cresceu 23%, alcançando 854 milhões de euros, enquanto o setor comercial teve um aumento de 20%, atingindo 281 milhões de euros. As energias renováveis, no entanto, registaram uma descida de 10%, com um lucro de apenas 34 milhões de euros.
No terceiro trimestre, o EBITDA subiu 11%, totalizando 911 milhões de euros. O upstream contribuiu com uma quebra de 14%, somando 464 milhões de euros, enquanto o industrial e midstream teve um aumento impressionante de 91%, alcançando 315 milhões de euros. O setor comercial também teve um desempenho positivo, com um crescimento de 28% para 119 milhões de euros, mas as renováveis enfrentaram uma descida acentuada de 35%, com apenas 16 milhões de euros.
Em termos de EBIT, a Galp viu uma descida de 7% nos primeiros nove meses, totalizando 1,9 mil milhões de euros. O upstream registou uma queda de 26%, com 981 milhões de euros, enquanto o segmento industrial e midstream aumentou 28%, atingindo 768 milhões de euros. O setor comercial também teve um desempenho positivo, com um aumento de 31% para 183 milhões de euros, mas as energias renováveis apresentaram um resultado negativo de 7 milhões de euros, em contraste com o lucro de 2 milhões de euros do ano anterior.
No terceiro trimestre, o EBIT subiu 19%, totalizando 740 milhões de euros. O upstream teve uma descida de 11%, somando 382 milhões de euros, mas o industrial e midstream aumentou para 283 milhões de euros, comparado aos 133 milhões de euros do ano anterior. O setor comercial cresceu 42%, atingindo 84 milhões de euros, enquanto as renováveis apresentaram uma quebra de 82%, com apenas 2 milhões de euros.
As despesas de investimento da Galp totalizaram 93 milhões de euros nos primeiros nove meses, e a dívida líquida caiu 20%, situando-se em 1,1 mil milhões de euros.
Os co-CEOs da Galp, Maria João Carioca e João Marques da Silva, destacaram o sólido desempenho operacional da empresa, que continua a gerar um fluxo de caixa robusto, mesmo num ambiente macroeconómico desafiante. A Galp mostra-se confiante em superar as suas projeções para 2023, tanto em termos de EBITDA como de fluxo de caixa livre, mantendo um breakeven de dividendos estimado abaixo dos 40 dólares por barril para 2026.
Além disso, a empresa anunciou que a FPSO de Bacalhau já iniciou a produção, o que deverá impulsionar o crescimento do fluxo de caixa a curto prazo. Na Namíbia, as negociações com licitantes preferenciais estão a avançar, com a expectativa de um acordo até ao final do ano. Leia também: O futuro das energias renováveis em Portugal.
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Fonte: Sapo





