Goldman Sachs descarta crise sistémica no mercado de crédito

O mercado de crédito tem enfrentado uma maior volatilidade desde as falências do First Brands Group, fabricante de peças automóveis, e da Tricolor Holdings, uma financeira especializada em crédito automóvel subprime, ocorridas em setembro. Contudo, David Solomon, CEO do Goldman Sachs, assegura que não há motivos para alarme. Em entrevista à Bloomberg TV, durante a Future Investment Initiative, em Riade, Solomon afirmou: “Não vejo nada, no contexto de um punhado de situações de mau crédito, que me leve a dizer que temos um problema sistémico ao virar da esquina”.

O CEO do Goldman Sachs acrescentou que não vislumbra sinais de um abrandamento da economia dos EUA no curto prazo. Esta afirmação surge num momento em que os investidores estão a monitorizar de perto a saúde dos bancos regionais, que têm sido alvo de preocupações devido à recente instabilidade no mercado de crédito.

Solomon também destacou que a atividade de fusões e aquisições, assim como a dispersão de capital em bolsa (IPO), tem vindo a acelerar e deverá continuar a fazê-lo. “Estamos a ver uma retoma incrível da atividade e acho que isso vai prosseguir em 2026 e 2027, a menos que exista algo que trave isso”, disse, demonstrando otimismo em relação ao futuro do mercado.

Larry Fink, CEO da BlackRock, que participou no mesmo evento, partilhou uma visão semelhante sobre a economia dos EUA. Fink observou que, apesar de uma saída de capital do dólar para a Europa e outras regiões, houve um retorno significativo de investimentos para os EUA nos últimos dois meses. “Há ainda uma crença profunda na oportunidade nos EUA”, afirmou.

Fink também sublinhou que mais de 40% do crescimento do PIB norte-americano no segundo trimestre foi impulsionado pelo investimento em tecnologia, um fenómeno que não se verifica em outros países. “Esse investimento, seja em centros de dados ou energia, está a acontecer mais nos EUA do que em muitos outros lugares do mundo”, disse, referindo-se à diferença significativa entre o PIB dos EUA e o da Europa.

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Em suma, tanto Solomon como Fink expressam confiança na resiliência da economia norte-americana, afastando a ideia de uma crise sistémica no mercado de crédito. Para os investidores, a recomendação é manter uma sobre-exposição aos ativos dos EUA, pelo menos nos próximos 18 meses.

Leia também: O impacto das falências no mercado de crédito.

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Fonte: ECO

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