Banco de Fomento vai criar fundo para internacionalização de empresas

O Banco Português de Fomento (BPF) anunciou a intenção de replicar o modelo do Fundo para a Internacionalização da Empresa (FIEM) de Espanha, com o objetivo de apoiar a internacionalização das empresas portuguesas. O CEO do BPF, Gonçalo Regalado, destacou que o impacto do banco na economia é um indicador crucial da sua atividade, sublinhando que as empresas que recebem apoio do BPF tendem a crescer a um ritmo superior ao da média nacional.

No encontro com jornalistas, Regalado revelou que o BPF irá apresentar resultados positivos nas suas contas, mas enfatizou que o foco não está apenas nos lucros, mas sim no montante de crédito garantido e no capital investido nas empresas. “O crescimento do stock de crédito às empresas em Portugal é inferior às garantias que o BPF colocou. Sem o banco promocional, o stock de crédito dos bancos comerciais teria caído significativamente”, afirmou.

A partir de janeiro de 2024, o BPF assumirá a responsabilidade pelos seguros de crédito à exportação, que anteriormente eram geridos pela Cosec. Regalado mencionou que o stock de seguros de crédito na Cosec é de 230 milhões de euros, um valor que será transferido para o BPF com 100% de garantia do Estado. O objetivo é criar um modelo que integre os seguros de crédito com garantias estatais, facilitando assim a internacionalização das empresas.

O CEO do BPF criticou a privatização da Cosec, que agora opera sob a marca Allianz Trade, e destacou a importância de ter uma agência de crédito à exportação sob a alçada do BPF. “Vamos emitir garantias para seguros de crédito, permitindo que as empresas acessem financiamento de forma mais eficiente”, explicou.

O modelo do FIEM, que será adaptado a Portugal, permitirá ao BPF financiar diretamente os exportadores, criando um sistema de compensação que assegura que os pagamentos são feitos de forma eficiente. Regalado acredita que este modelo poderá gerar um aumento significativo nas exportações portuguesas, com a possibilidade de alcançar 600 milhões de euros em novas exportações.

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Além disso, o BPF está a desenvolver várias linhas de apoio à habitação acessível, com um investimento inicial de 1.340 milhões de euros. O banco pretende também implementar estratégias locais de habitação, permitindo que as câmaras municipais tenham acesso a garantias públicas para financiar a construção de habitação necessária.

A internacionalização das empresas é, portanto, um dos focos principais do BPF, que se propõe a ser um motor da economia portuguesa. “Estamos a trabalhar para que o BPF se torne um pilar fundamental no apoio à internacionalização das empresas e no financiamento de projetos estratégicos”, concluiu Regalado.

Leia também: O impacto do Banco de Fomento na economia nacional.

internacionalização das empresas Nota: análise relacionada com internacionalização das empresas.

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Fonte: Sapo

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