O setor segurador em Portugal enfrenta uma série de desafios que exigem uma adaptação constante às novas realidades sociais e económicas. A Seguros Summit, organizada pelo Jornal Económico, destacou cinco desafios (mais um) que são cruciais para o futuro do setor, abordando questões que vão desde a demografia até à regulação, passando pela tecnologia e pelas alterações climáticas.
Um dos principais desafios é a demografia. O envelhecimento da população portuguesa é um fenómeno crescente, e a expectativa de vida aumenta, o que implica um maior número de cuidados de saúde e a necessidade de novos modelos de cobertura. Este cenário foi discutido por especialistas como Rui Diniz, CEO da CUF Saúde, José Pedro Inácio, CEO da Advancecare, e Ricardo Raminhos, administrador-executivo da Mgen. Eles enfatizaram a importância de criar soluções que respondam às necessidades de uma população que vive mais e que requer um suporte adequado.
Outro desafio significativo é a regulação do setor. As mudanças nas normas e legislações podem impactar a forma como as seguradoras operam, exigindo uma rápida adaptação para garantir a conformidade e a sustentabilidade dos negócios. As empresas precisam estar atentas às novas exigências regulatórias para evitar penalizações e garantir a confiança dos consumidores.
A tecnologia também se destaca como um fator determinante. A digitalização está a transformar a forma como os serviços de seguros são prestados, permitindo uma maior eficiência e personalização. As seguradoras que investem em tecnologia conseguem oferecer produtos mais adaptados às necessidades dos clientes, além de melhorar a experiência do utilizador. No entanto, a implementação de novas tecnologias traz consigo desafios, como a proteção de dados e a cibersegurança.
As alterações climáticas representam um desafio adicional. Com o aumento da frequência e intensidade de fenómenos meteorológicos extremos, as seguradoras precisam de rever os seus modelos de risco e ajustar as suas apólices para refletir a nova realidade. A adaptação a estas mudanças climáticas é essencial para garantir a viabilidade do setor a longo prazo.
Por fim, o setor segurador deve também enfrentar a crescente concorrência de novos entrantes e startups que oferecem soluções inovadoras e disruptivas. Para se manterem relevantes, as seguradoras tradicionais precisam de inovar e adaptar-se rapidamente às novas dinâmicas de mercado.
Em suma, os desafios do setor segurador em Portugal são múltiplos e exigem uma abordagem integrada e proativa. A capacidade de adaptação e inovação será fundamental para que as seguradoras possam continuar a desempenhar o seu papel de proteção e suporte na sociedade.
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Fonte: Sapo





