EUA não enviam representantes à COP30 em Belém do Pará

Os Estados Unidos da América (EUA) não irão enviar “representantes de alto nível” à Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP30), que terá lugar em Belém, Brasil, a partir do dia 10 de novembro. A informação foi confirmada por um responsável da Casa Branca, que sublinhou que o Presidente Donald Trump prefere dialogar diretamente com líderes globais sobre questões energéticas.

Donald Trump, que já classificou as alterações climáticas como “a maior fraude de sempre”, não tenciona comparecer à COP30. Desde que reassumiu a presidência em janeiro, Trump decidiu retirar os EUA do Acordo de Paris, embora o país ainda mantenha o seu estatuto de signatário devido à necessidade de um pré-aviso de um ano para a retirada efetiva.

Recentemente, a administração Trump também sabotou um plano global destinado a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, ameaçando com medidas retaliatórias os países que apoiavam a iniciativa. Os defensores do clima temem que o Presidente dos EUA possa retirar o país da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, o que dificultaria o regresso a um acordo climático no futuro.

Apesar do boicote da administração Trump à cimeira climática, mais de uma centena de autoridades locais americanas, incluindo governadores e presidentes de câmara, estarão presentes na COP30. Gina McCarthy, conselheira para os assuntos climáticos do ex-Presidente Joe Biden e copresidente da coligação “America Is All In”, afirmou que estas autoridades estão determinadas a agir em prol da causa climática. “Iremos em peso”, disse McCarthy, destacando o poder das autoridades locais em liderar ações climáticas a nível nacional e internacional.

O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, tem enfatizado a importância de realizar a 30.ª conferência na Amazónia, uma região crucial na luta contra as alterações climáticas. Os objetivos do Brasil para a COP30 incluem a transição energética justa, a bioeconomia baseada na floresta em pé e a proteção das populações vulneráveis aos impactos climáticos. A ministra do Ambiente do Brasil, Marina Silva, alertou para o risco de a Amazónia “chegar ao ponto de não retorno”, um aviso que pretende transmitir aos líderes e delegações presentes na conferência.

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Em 2024, a COP29 no Azerbaijão contou com a presença de cerca de 75 líderes, um número inferior ao da edição anterior realizada no Dubai. Para a COP30, o Brasil anunciou que 170 delegações já estão acreditadas, refletindo a importância e a urgência das discussões sobre as alterações climáticas.

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Fonte: ECO

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