O COREangels Cyber & Defense, um novo fundo de angel investors, está a preparar-se para investir cinco milhões de euros em startups do setor de defesa e cibersegurança. Este fundo tem como objetivo apoiar até 30 startups em Portugal e Espanha ao longo dos próximos cinco anos, com um ticket médio de investimento que varia entre 50 mil e 150 mil euros.
Thiago Vieira, managing partner do fundo, revelou ao ECO que o primeiro comité de investimento está agendado para o primeiro semestre de 2026. Neste primeiro encerramento, o fundo espera captar 500 mil euros, com a participação de dez angel investors, cada um a investir 50 mil euros.
A criação deste fundo surge em resposta a uma combinação de fatores. Thiago Vieira explica que a maturidade do modelo COREangels, que conecta líderes de fundos a comunidades de business angels, e o sucesso do Cybertech Acceleration, parceiro do fundo, foram cruciais. Este último tem demonstrado eficácia na identificação de soluções inovadoras em cibersegurança e na promoção de startups de defesa em eventos relevantes.
O contexto geopolítico atual e o aumento do investimento em tecnologias de defesa também desempenham um papel importante no lançamento deste fundo. Vieira destaca a crescente pressão por capacidades tecnológicas críticas na Europa, especialmente após a guerra na Ucrânia, que levou a um aumento significativo no investimento em venture capital no setor. Estima-se que, até ao final do ano, o investimento na Europa atinja os 2,3 mil milhões de dólares.
Lisboa tem-se destacado como um centro de investimento em defesa, ocupando a oitava posição entre as cidades da União Europeia que mais capital de venture capital captaram para este setor. O reforço orçamental por parte dos Estados-membros da União Europeia está a criar novas oportunidades para startups que abordam questões críticas de cibersegurança e defesa. Thiago Vieira salienta que a procura por soluções inovadoras está a aumentar, o que pode reduzir o risco para equipas técnicas em fase inicial.
O fundo COREangels Cyber & Defense foca inicialmente em startups do mercado ibérico, aproveitando a rede COREangels, que já opera em teses Ibéricas e Atlânticas. Vieira menciona que a rede está preparada para expandir a sua atuação na Europa, mantendo uma pipeline internacional através das suas diversas células.
O acelerador Cybertech Acceleration, fundado por Vieira, será uma fonte importante para identificar potenciais startups a serem investidas. Este acelerador, que se foca exclusivamente em cibersegurança, já apoiou várias startups e irá incluir a área da defesa na sua tese de investimento a partir do próximo ano.
Para o futuro, o modelo do fundo prevê a realização de hackathons e parcerias com programas de aceleração, como o Cybertech, para facilitar a identificação de novas oportunidades de investimento. A abordagem colaborativa e a seleção profissional de startups são fundamentais para o sucesso deste fundo de investimento, que promete trazer inovação ao setor de defesa e cibersegurança.
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Fonte: ECO





