A EDP, empresa elétrica portuguesa, está a preparar-se para um investimento significativo nos Estados Unidos, onde planeia alocar 4,2 mil milhões de euros até 2028, o que representa 35% do total de 12 mil milhões de euros que a empresa destina a projetos em todo o mundo. Este movimento surge após um período de incerteza que afetou a atividade da EDP no país, mas que agora parece dissipar-se, permitindo à empresa avançar com novos investimentos.
Miguel Stilwell de Andrade, CEO da EDP e EDP Renováveis, referiu que a primeira metade do ano foi marcada por uma “grande turbulência” devido à incerteza em torno das políticas fiscais da administração norte-americana. No entanto, a recente aprovação da “Big, Beautiful Bill” trouxe clareza e boas notícias, garantindo estabilidade nos apoios até 2030. “Estamos a falar de uma grande estabilidade para os próximos 5 a 6 anos”, afirmou Stilwell.
Os centros de dados emergem como uma grande oportunidade para a EDP, que já estabeleceu contactos com grandes tecnológicas como Google e Amazon, interessadas em adquirir eletricidade para os seus centros de dados. “Estamos a assistir a um crescimento da procura por parte das big tech”, sublinhou o CEO, destacando que a EDP já contratualizou mais de três gigawatts de energia com estas empresas.
Além das tecnológicas, as utilities norte-americanas também demonstram interesse em colaborar com a EDP, tendo a empresa já firmado contratos para fornecer 6 gigawatts. A previsão é que a capacidade instalada de centros de dados nos Estados Unidos e na Europa duplique até 2030, o que representa uma oportunidade significativa para a EDP.
A empresa também está a planear investimentos na Península Ibérica, com Portugal a receber 2,5 mil milhões de euros. Os investimentos estão distribuídos entre redes e a categoria de “Renováveis e gestão de clientes e energia”, com um foco especial na energia eólica offshore. Stilwell enfatizou a importância da disciplina nos investimentos, afirmando que a EDP não pretende um crescimento desmedido, mas sim concluir os projetos existentes antes de avançar para novos.
Com um mercado de centros de dados em expansão, a EDP vê um futuro promissor, tanto nos Estados Unidos como na Europa, onde, apesar de estar atrás do mercado norte-americano, já se começam a notar movimentos significativos. “A Europa já percebeu que tem de escalar a sua capacidade”, concluiu Stilwell.
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centros de dados Nota: análise relacionada com centros de dados.
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Fonte: ECO





