Os custos de construção de habitação nova registaram um aumento de 4,8% em setembro de 2024, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Este aumento é impulsionado principalmente pela subida dos custos da mão-de-obra, que subiram 8,8%, enquanto os preços dos materiais aumentaram 1,4%. Estes dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
A variação homóloga do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN) atingiu 4,8%, o que representa um incremento de 1,1 pontos percentuais em relação à taxa observada em agosto. Este aumento nos custos de construção é um reflexo das condições atuais do mercado e dos desafios enfrentados pelo setor.
No que diz respeito aos materiais, a variação foi de 1,4%, uma subida em relação aos 0,9% registados em agosto. Os materiais que mais contribuíram para este aumento foram os vidros e espelhos, que registaram um aumento de cerca de 30%, e o betão pronto, que subiu cerca de 5%. Em contrapartida, alguns materiais, como os betumes, a chapa de aço macio e galvanizada, e os tubos de PVC, apresentaram descidas de cerca de 5%.
Além disso, numa análise mensal, a taxa de variação do ICCHN foi de 0,8% em setembro, o que representa um aumento de 1,2 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Os custos dos materiais subiram 0,2%, enquanto a mão-de-obra teve um aumento de 1,5%. Este panorama revela a pressão contínua sobre os custos de construção, que pode impactar o mercado imobiliário e os preços das habitações.
Os dados apresentados pelo INE indicam que os custos de construção continuarão a ser uma preocupação para os promotores e construtores, especialmente num contexto de aumento da procura por habitação. A evolução destes custos é crucial para entender a dinâmica do setor imobiliário em Portugal.
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Fonte: Sapo





