Marques Mendes promete mensagem ao Parlamento se eleito Presidente

Luís Marques Mendes, candidato à presidência da República e apoiado pelo PSD, revelou que, se for eleito, enviará uma mensagem formal à Assembleia da República nos primeiros seis meses do seu mandato. Durante uma intervenção na 10.ª edição da Fábrica 2030, Mendes destacou a importância de abordar questões sociais e económicas, sublinhando que esta prática, embora prevista na Constituição, é “raramente usada”.

O candidato explicou que a mensagem ao Parlamento deve focar-se nos desafios que o país enfrenta, afirmando que “Portugal tende a pensar no curto prazo”, quando, na verdade, é necessário ter uma visão de médio e longo prazo. “Devemos ter ambição, ousadia e capacidade de realização”, acrescentou.

Marques Mendes também fez críticas à atual postura do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Defendeu que a palavra do Chefe de Estado deve ser usada de forma assertiva, mas sem banalização. Além disso, alertou que o veto presidencial não deve ser utilizado com base em preferências pessoais, mas sim em situações que envolvam questões de grande relevância nacional.

O candidato frisou a necessidade de estabilidade política, afirmando que “as pessoas precisam de tranquilidade e previsibilidade”. Para ele, o país não pode estar constantemente em ciclos eleitorais, pois isso impede o planeamento e a obtenção de resultados. Mendes referiu que um governo minoritário é, por natureza, mais frágil e que as crises políticas podem surgir a qualquer momento.

No que diz respeito ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), Marques Mendes defendeu a implementação de concursos públicos para as nomeações, considerando que isso poderia melhorar a gestão hospitalar. “Acho que devia ser refletido – e o Presidente ajudará nesta reflexão”, disse, sublinhando que tal modelo de gestão seria benéfico para o sistema de saúde.

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O candidato também abordou a questão das remunerações no SNS, esclarecendo que não se trata de aumentar os gastos, mas sim de pagar de forma mais competitiva. Com uma vasta experiência em vários governos, Marques Mendes acredita que a sua capacidade de construir consensos é fundamental para a presidência. “A minha vida foi feita a construir pontes de entendimento”, afirmou.

Por fim, Mendes reiterou que a estabilidade é um “instrumento essencial” para o futuro de Portugal. “A tarefa de um Presidente da República é garantir estabilidade”, concluiu, enfatizando que reformas são necessárias para transformar o país.

Leia também: O papel do Presidente da República na estabilidade política.

Marques Mendes Nota: análise relacionada com Marques Mendes.

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Fonte: ECO

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