A Galeria Movart, localizada na Rua Santo António à Estrela, 74, acaba de abrir um novo espaço que acolhe duas exposições individuais de artistas contemporâneos, Fidel Évora e Jules Be Kuti. Ambas as exposições exploram temas profundos relacionados com a identidade e as relações humanas, trazendo à tona questões que nos tocam a todos.
Fidel Évora apresenta a sua exposição “Coisas do Coração e Não Coisas”, que resulta de uma investigação visual sobre a transição da imagem analógica para a digital. O artista utiliza composições que oscilam entre o real e o ficcional, desconstruindo imagens de arquivos históricos e de fontes online. Através da técnica da serigrafia, Évora propõe uma reflexão crítica sobre a influência dos dispositivos digitais na nossa forma de comunicar e de nos relacionarmos. O curador João Silvério destaca a importância de questionar a narrativa que se perde na velocidade da informação digital.
O artista explica que a sua exposição se desenvolve a partir da ideia do pêndulo, simbolizando a busca por equilíbrio numa vida cada vez mais “algoritmizada”. Ele questiona a realidade de cada um, enfatizando que as nossas emoções e experiências estão a ser moldadas por um mundo virtual que nos afasta do que é tangível. “O que somos nós?”, pergunta Évora, refletindo sobre a diluição das memórias e sentimentos na era digital.
Na parte superior da galeria, Jules Be Kuti apresenta “Fragmento de uma Masculinidade Invisível”, a sua primeira exposição individual em Portugal. Através da série “Tons de Preto: Explorações da Masculinidade”, Be Kuti mergulha na complexidade da identidade masculina negra, inspirando-se nas figuras masculinas que marcaram a sua infância. O artista procura celebrar a diversidade e a beleza da comunidade negra, desafiando estigmas e promovendo um espaço de reflexão sobre as experiências masculinas frequentemente ignoradas.
As obras de Be Kuti são visualmente impactantes e convidam o público a explorar a força e a vulnerabilidade da masculinidade. Ele destaca a importância de criar um diálogo sobre a representação cultural e a identidade no mundo contemporâneo, onde os preconceitos e a intolerância ainda persistem.
Ambas as exposições, que estarão disponíveis até 22 de novembro, oferecem uma oportunidade única para refletir sobre a condição humana e a interligação entre os indivíduos. A Movart, com estas iniciativas, reafirma o seu compromisso em promover a arte como um meio de transformação e entendimento mútuo.
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Fonte: Sapo





