A Associação Empresarial de Portugal (AEP) considera urgente reforçar as políticas de apoio à internacionalização das empresas. Apesar de reconhecer a descida de 1 ponto percentual na taxa de IRC como um passo positivo, a AEP defende que é necessário ir mais longe. O presidente do conselho de administração da AEP, Luís Miguel Ribeiro, sublinha que a medida deve ser mais ambiciosa e que é crucial implementar ações adicionais que incentivem a internacionalização.
Num contexto internacional desafiador, Ribeiro alerta que as empresas precisam de políticas que as ajudem a mitigar os impactos negativos e a aproveitar as oportunidades que surgem. “O espírito empreendedor dos nossos empresários deve ser apoiado por políticas públicas adequadas”, afirma, enfatizando a importância de reforçar a competitividade externa da economia. O apoio à diversificação de mercados e ao aumento do valor acrescentado das exportações são, segundo ele, elementos-chave na estratégia de internacionalização da economia portuguesa.
O Governo, no seu Orçamento, manifesta a intenção de aumentar o peso das exportações no produto interno bruto (PIB) e promover a presença das empresas portuguesas em cadeias de valor globais. Promete ainda dinamizar a diplomacia económica e atrair investimento direto estrangeiro, focando-se em projetos de elevado valor acrescentado. No entanto, a AEP alerta que, embora as intenções sejam positivas, a concretização dessas metas dependerá da implementação efetiva de medidas.
Luís Miguel Ribeiro destaca que, até ao momento, as medidas de apoio à internacionalização não estão claramente delineadas na proposta do Orçamento do Estado para 2026. A AEP espera que a aprovação de ações concretas ocorra através de legislação autónoma. Além disso, Ribeiro defende que as iniciativas de apoio à internacionalização devem ser acompanhadas por uma estratégia robusta para escalar as empresas, uma vez que a dimensão do tecido empresarial português limita a sua atuação em mercados mais dinâmicos e não tradicionais.
A AEP reafirma a sua posição de que o apoio à internacionalização é fundamental para o crescimento das empresas e para a economia nacional. “É urgente que se criem condições que permitam às empresas portuguesas competir em mercados globais”, conclui Ribeiro.
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Fonte: Sapo





