Brasil apresenta plano de financiamento climático de 1,1 biliões

O Brasil, anfitrião da COP30, revelou um ambicioso plano para aumentar o financiamento climático a 1,3 triliões de dólares, o que equivale a mais de 1,1 biliões de euros. Este documento, denominado “Baku to Belem Roadmap”, resulta de um ano de negociações e será apresentado na cimeira que decorre em Belém do Pará.

Num contexto em que as emissões de gases poluentes continuam a aumentar, o plano brasileiro é visto como uma última oportunidade para reverter a situação. No entanto, a União Europeia, que recentemente acordou reduzir as emissões em 90% até 2040, manifestou reservas quanto à sua eficácia. Especialistas apontam que a flexibilidade do acordo pode comprometer a sua robustez. Jeroen Gerlag, do Climate Group, criticou a decisão da União, considerando-a um “sinal dececionante de liderança”.

O Reino Unido, por sua vez, também se afastou do compromisso de financiar um fundo para a proteção das florestas tropicais, um dos objetivos centrais da COP30. Este fundo, que visa arrecadar 125 mil milhões de dólares, recebeu uma promessa de um milhão de euros de Portugal, mas a contribuição do Reino Unido ficou aquém das expectativas. Lula da Silva, presidente brasileiro, expressou descontentamento, especialmente porque o Reino Unido tinha um papel fundamental na criação deste fundo.

O relatório que acompanha o plano brasileiro indica que existem meios para garantir o financiamento anual de 1,1 biliões. A proposta inclui melhor coordenação financeira, perdões de dívida para países necessitados e a criação de novos impostos. O documento sugere que instituições como o Banco Africano de Desenvolvimento e o Banco Asiático de Desenvolvimento desempenhem um papel crucial na concessão de empréstimos. Além disso, menciona a possibilidade de implementar impostos sobre grandes fortunas e transporte, embora a viabilidade dessas medidas seja questionada.

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Filipe Morais Vasconcelos, CEO da S317 Consulting, salienta que o financiamento climático é essencial para a transição necessária e para a adaptação às mudanças climáticas. O roadmap delineia cinco estratégias principais, incluindo o reforço de subsídios e a reestruturação da capacidade de financiamento. A COP30, que decorre entre 10 e 21 de novembro, foca na aplicação do Acordo de Paris e na avaliação das novas metas climáticas.

A cimeira contará com a participação de cerca de 50 mil pessoas, incluindo 60 Chefes de Estado, embora a ausência dos líderes da China, Estados Unidos e Índia, os três maiores poluidores, seja notada. A Greenpeace considera a COP30 uma oportunidade crucial para abordar a desflorestação e a justiça climática, especialmente num momento em que a crise climática se intensifica.

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Fonte: Sapo

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