Procura por gás e petróleo vai crescer até 2050, revela AIE

O mais recente World Energy Outlook da Agência Internacional de Energia (AIE) revela que a procura por gás e petróleo continuará a aumentar até 2050, contrariando previsões anteriores que apontavam para um pico em 2030. Esta alteração deve-se à adoção do Cenário de Políticas Correntes (CPC), que considera apenas as políticas energéticas já implementadas, sem novos compromissos.

A AIE, sob pressão dos Estados Unidos, decidiu voltar a este cenário conservador, utilizado pela última vez em 2019. O secretário da Energia dos EUA, Chris Wright, criticou as previsões de um pico do petróleo em 2030, considerando-as “sem sentido”.

No Cenário de Políticas Correntes, a procura por gás e petróleo deverá crescer nos próximos 25 anos, enquanto o carvão deverá começar a registar uma queda antes do final da década. Em contrapartida, no Cenário de Políticas Anunciadas (STEPS), a procura por petróleo e carvão atinge o pico em 2030, mas a procura por gás continua a aumentar até o início da próxima década.

O relatório também destaca que as energias renováveis estão a crescer rapidamente, impulsionadas pelo solar fotovoltaico. Mesmo no CPC, a fatia das renováveis na geração elétrica deverá aumentar de 30% para cerca de 50% até 2035. Contudo, este crescimento não é suficiente para estabilizar o clima, uma vez que a capacidade de produção de painéis solares e baterias, maioritariamente na China, mantém os preços competitivos.

Outro ponto importante é o aumento do investimento em energia nuclear, com a capacidade global a aumentar entre 30% a 35% até 2030. Actualmente, estão em construção 70 GW, o que representa um dos níveis mais elevados em 30 anos.

A procura global por energia deverá aumentar 15% até 2035, com um crescimento de 90 exajoules no cenário CEPS. O relatório prevê também um aumento de 40% no consumo de eletricidade até 2035, impulsionado pela crescente demanda por centros de dados e inteligência artificial, especialmente na China e nas economias avançadas.

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A AIE alerta ainda para a necessidade de um maior investimento em redes elétricas, que são cruciais para a segurança na nova “Era da Eletricidade”. O investimento anual em redes tem crescido a um ritmo inferior ao da nova produção de eletricidade.

As emissões globais de CO2 atingiram um recorde de 38 gigatoneladas em 2024, e as projeções indicam que a temperatura média poderá aumentar 2,9 graus até 2100, a menos que sejam implementadas políticas mais rigorosas. A AIE sublinha que a ultrapassagem da meta de 1,5 graus, definida no Acordo de Paris, é agora inevitável.

Por fim, o relatório destaca a dependência de minerais críticos, com um único país a dominar a produção de 19 dos 20 minerais estratégicos relacionados com a energia. Estes minerais são essenciais para a transição energética, mas a sua produção enfrenta desafios significativos.

Leia também: O impacto das energias renováveis na economia global.

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Fonte: ECO

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