Turismo em Portugal: Benefícios reconhecidos, mas impactos negativos

Um recente barómetro da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) revela que mais de dois terços dos portugueses consideram o turismo em Portugal como benéfico para a economia nacional e para a promoção de produtos locais. No entanto, apenas um terço dos inquiridos sente que esses benefícios se traduzem em melhorias nas suas condições de vida.

O estudo, conduzido por Zélia Breda, Eduardo Brito-Henriques e Paulo M. M. Rodrigues, analisou a percepção dos residentes em Portugal continental sobre o impacto do crescimento do turismo. Quando questionados sobre se o turismo é positivo para a economia, 80,7% dos participantes atribuiu uma pontuação acima de 7 numa escala de 0 a 10. No entanto, a crença de que o turismo aumenta os rendimentos dos portugueses caiu para 43,5%, com 18,2% a discordar da afirmação.

Os inquiridos identificaram como principais benefícios do turismo o aumento do emprego, o crescimento dos investimentos e a diversificação dos serviços. Contudo, a pressão sobre os residentes, especialmente no que toca ao aumento dos custos de habitação e à subida generalizada dos preços, é uma preocupação crescente.

O barómetro indica que 57,2% dos inquiridos sentem que o turismo teve um impacto significativo nas suas áreas de residência, embora 21,1% considerem que o impacto foi baixo ou inexistente. A discrepância nas opiniões pode ser atribuída à concentração do turismo em determinadas regiões, onde os efeitos são mais evidentes.

Em relação aos custos de vida, os dados mostram que os portugueses percebem o turismo como um fator que contribui para o aumento dos preços, especialmente no que diz respeito à habitação. A média de 7,40 na avaliação do impacto do turismo nos custos de habitação indica uma preocupação clara com a acessibilidade.

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Apesar dos benefícios económicos, o barómetro revela que a maioria dos inquiridos acredita que o turismo tem mais impactos negativos do que positivos. A falta de estacionamento, o aumento do lixo e o congestionamento são algumas das questões levantadas por quem vive em áreas com maior atividade turística.

Os autores do estudo também destacam a necessidade de diversificar a economia, com mais de 70% dos inquiridos a defenderem que o Governo deve priorizar o bem-estar dos residentes, mesmo que isso implique uma diminuição das receitas turísticas. A maioria dos participantes apoia a redução do alojamento local para mitigar a crise habitacional.

Quando questionados sobre o futuro do turismo em Portugal, os inquiridos mostraram uma preferência por um crescimento moderado e controlado, com uma média de 3,57 numa escala de 1 a 5. Este resultado sugere uma valorização do equilíbrio entre o dinamismo económico e a capacidade do território para absorver o crescimento.

Leia também: O impacto do turismo na economia portuguesa.

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Fonte: ECO

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