Ministro da Educação defende uso de inteligência artificial nas escolas

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, afirmou que a implementação de inteligência artificial (IA) nas escolas é essencial e que um programa para que cada aluno tenha um tutor digital será apresentado em maio. Durante uma visita à Escola Secundária D. Inês de Castro, o ministro sublinhou que não utilizar a IA no sistema educativo seria um erro grave.

O grupo de trabalho responsável pela digitalização do ensino está a desenvolver uma estratégia que visa integrar a IA na aprendizagem. Segundo Fernando Alexandre, a ideia é que cada aluno tenha acesso a um tutor de inteligência artificial que possa ouvir, orientar e inspirar a sua aprendizagem. Este modelo é inspirado no sistema de ensino K-12 dos Estados Unidos, que utiliza a IA para identificar falhas de aprendizagem e adaptar a tutoria às necessidades dos alunos.

O ministro acredita que a inteligência artificial pode amplificar as capacidades dos alunos e que a sua não utilização poderá deixar o sistema educativo em desvantagem. É importante esclarecer que o objetivo do programa não é substituir os professores, mas sim complementá-los. Fernando Alexandre mencionou que já existem empresas que disponibilizam ferramentas de IA para alunos, o que demonstra a crescente integração da tecnologia na educação.

A educação deve garantir igualdade de oportunidades e, para isso, é fundamental incorporar o digital e a inteligência artificial. Durante a visita, o ministro também abordou a revisão da portaria de vagas para a colocação de professores, reconhecendo que houve um erro na distribuição anterior. Agora, o processo será mais direcionado, com a abertura de 1.800 vagas em zonas pedagógicas carenciadas.

Apesar do aumento no número de vagas, o ministro alertou que ainda existem muitos horários por preencher, devido ao elevado número de professores a reformar-se. Fernando Alexandre, que foi criticado pela Federação Nacional da Educação (FNE) pelas falhas na alocação de professores, reafirmou a sua disposição para corrigir erros e melhorar o sistema.

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Além disso, o ministro anunciou que em dezembro será apresentada uma estratégia para combater problemas de leitura que afetam a aprendizagem dos alunos. Um relatório recente do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) revelou que cerca de 25% dos alunos do 2.º ano estão em risco de enfrentar dificuldades de leitura no futuro.

Fernando Alexandre comprometeu-se a apresentar, em Santarém, não apenas os resultados das avaliações, mas também as medidas que o Governo irá implementar para resolver as dificuldades dos alunos. A integração da inteligência artificial no sistema educativo é, portanto, um passo crucial para a modernização e melhoria da aprendizagem em Portugal.

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Fonte: ECO

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