Portugal tem na diáspora qualificada um ativo valiosíssimo

A segunda edição do EuroAmericas Fórum teve início esta segunda-feira, 17 de novembro, na Nova SBE, em Carcavelos. Este evento, promovido pelo Conselho da Diáspora Portuguesa, reúne emigrantes e lusodescendentes, sendo descrito pelo seu presidente, António Calçada de Sá, como “uma diáspora qualificada, global e influente”, que representa um “ativo valiosíssimo, hoje subvalorizado”.

Em entrevista, Calçada de Sá explicou que o objetivo do Fórum é discutir a longevidade, um tema que considera uma das maiores oportunidades económicas do século XXI. A longevidade, segundo ele, está a transformar o mercado de trabalho, a saúde, o consumo e os modelos de investimento.

Na primeira edição do EuroAmericas Fórum, mais de 400 participantes de 40 nacionalidades estiveram presentes, incluindo líderes políticos, empresariais e académicos. O impacto qualitativo do evento foi notável, demonstrando a necessidade de um diálogo estruturado entre a Europa e as Américas. Portugal, segundo Calçada de Sá, é uma plataforma de confiança que pode promover a cooperação entre estas regiões.

Para esta edição, o objetivo é consolidar o EuroAmericas como um Fórum de referência global. O tema “Longevity: Driver of Global Opportunities” é especialmente relevante, pois abrange não apenas a dimensão biológica, mas também a resiliência económica e social. Os participantes vão debater como garantir que as políticas e relações comerciais que hoje se estabelecem possam ser duradouras e sustentáveis.

O Fórum contará com 11 painéis que abordarão temas como a intersecção entre biotecnologia e envelhecimento ativo, a resiliência dos acordos comerciais e a adaptação das indústrias à automação e diversidade da força laboral. Calçada de Sá sublinha que o EuroAmericas não é apenas um evento académico, mas um laboratório de parcerias estratégicas e soluções concretas.

O EuroAmericas Fórum distingue-se de outros eventos globais por ser um espaço de convergência que liga continentes e não apenas temas. É um projeto português com uma visão global, que visa reforçar o eixo Atlântico em tempos de crescente domínio do Indo-Pacífico.

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Calçada de Sá acredita que a longevidade representa uma oportunidade económica significativa, transformando o mercado de trabalho e impulsionando áreas como a biotecnologia e a silver economy. Ele destaca que a sustentabilidade empresarial está ligada à capacidade de inovação e diversidade geracional.

No final do Fórum, espera-se anunciar acordos tangíveis, como memorandos de entendimento e parcerias empresariais. O Conselho da Diáspora Portuguesa está empenhado em abrir portas às empresas portuguesas, especialmente às PME, através de mentoria e diplomacia empresarial.

A evolução do Conselho da Diáspora tem sido significativa, com a criação de núcleos regionais e uma diáspora jovem que traz dinamismo ao projeto. A diáspora qualificada de Portugal, se bem mobilizada, pode ser um poderoso instrumento de soft power, ajudando as PME a internacionalizarem-se e a encontrarem parceiros e investidores.

O futuro da economia portuguesa depende da capacidade de projetar talento e confiança para o mundo, e é isso que o Conselho da Diáspora e o EuroAmericas Fórum pretendem alcançar: transformar a influência em impacto e o orgulho em ação.

Leia também: O impacto da diáspora na economia portuguesa.

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Fonte: Sapo

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