Indústria metalúrgica prevê recorde de exportações em 2025

A indústria metalúrgica e metalomecânica de Portugal está otimista quanto ao futuro, prevendo que as exportações em 2025 superem os 24 mil milhões de euros, estabelecendo um novo recorde. Esta expectativa surge num contexto de incertezas, incluindo tarifas sobre as vendas para os EUA e conflitos geopolíticos que têm afetado o comércio internacional.

Rafael Campos Pereira, vice-presidente da Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP), revelou que, apesar das dificuldades, o setor continua a mostrar resiliência. “Contamos fechar o ano com um nível de exportações ligeiramente acima dos 24 mil milhões de euros”, afirmou em entrevista ao ECO. Em 2023, as exportações metalúrgicas atingiram um recorde de 24.017 milhões de euros, enquanto no ano anterior, as vendas foram limitadas pela crise no setor automóvel, totalizando 23.492 milhões de euros.

Embora o otimismo persista, Campos Pereira reconhece que as empresas estão “inquietas” devido à instabilidade global. A recente decisão da Comissão Europeia de duplicar as taxas alfandegárias de 25% para 50% sobre as importações de aço levanta preocupações sobre a competitividade do setor. Contudo, o último inquérito realizado pela AIMMAP foi antes do anúncio das novas taxas, o que limita a perceção das empresas sobre o impacto imediato.

As empresas do setor têm conseguido, até agora, proteger-se do aumento dos custos devido a grandes stocks de matérias-primas. “Os preços da matéria-prima já estão a subir, mas ainda não sentimos um impacto significativo nos números do setor”, explicou Campos Pereira. A AIMMAP, em conjunto com outras associações europeias, tem alertado Bruxelas sobre as consequências negativas destas tarifas para um setor que depende fortemente das exportações.

A Comissão Europeia justifica o aumento das tarifas como uma medida para proteger as siderúrgicas e os empregos na Europa, que enfrentam a concorrência de produtos de baixo custo da China. Stéphane Séjourné, um dos responsáveis pela proposta, referiu que esta é uma forma de promover a reindustrialização da Europa. Além do aumento das tarifas, a Comissão decidiu reduzir em 47% o volume de importações isentas, limitando-as a 18,3 toneladas métricas por ano.

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As associações do setor metalúrgico na Europa têm criticado estas medidas, e Rafael Campos Pereira acredita que ainda há espaço para sensibilizar as autoridades europeias sobre a necessidade de implementar estratégias que minimizem o impacto das novas tarifas. No entanto, o setor deve estar preparado para enfrentar desafios adicionais.

Leia também: O impacto das tarifas sobre o comércio internacional.

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Fonte: ECO

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