Foundever prevê crescimento de 6% em Portugal em 2026

A Foundever, uma das principais empresas de call centers, prevê um crescimento de 6% no seu volume de negócios em Portugal para o próximo ano. A multinacional, que opera na região da Europa, Médio Oriente e África (EMEA), estima um aumento ainda mais significativo de 12% nesta área. Apesar de o crescimento em Portugal ser inferior ao da EMEA, a empresa mantém o país como um mercado estratégico.

Benedita Miranda, Chief Operating Officer (COO) da Foundever na EMEA, afirmou que “Portugal continua a ser um país estratégico para nós e importantíssimo na área de experiência ao cliente”. A responsável reconhece que, nos últimos anos, o mercado passou por um processo de maturação e saturação, especialmente após a pandemia, mas acredita que a situação está a melhorar.

A Foundever deverá encerrar 2025 com um aumento de cerca de 8% na faturação na EMEA e uma subida semelhante em Portugal. Em 2024, a empresa registou um volume de negócios de 105,7 milhões de euros em Portugal, o que representa um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Os lucros também dispararam, triplicando para três milhões de euros.

Em relação ao recrutamento, a Foundever abriu 230 vagas de trabalho para os escritórios de Lisboa e do Porto até ao final do ano. Embora a maioria das posições já tenha sido preenchida, ainda há oportunidades disponíveis para apoio ao cliente em língua portuguesa, especialmente em projetos nas áreas do turismo e plataformas digitais. “Estamos sempre a precisar de pessoas, porque os clientes têm picos de verão ou de Natal”, explicou Benedita Miranda.

Após um período difícil em 2024, que resultou na dispensa de 300 trabalhadores devido à perda de um cliente em França, a Foundever voltou a investir na contratação de novos colaboradores. A empresa também tem apostado em ferramentas de inteligência artificial para melhorar a eficácia dos seus serviços e automatizar a formação dos colaboradores.

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Benedita Miranda destacou a importância da tecnologia no setor, afirmando que “obviamente, numa indústria como o contact center, temos de ter intervalos muito bem definidos”. A COO comparou a operação de call centers à de controladores aéreos, onde a planificação é crucial para garantir que os clientes sejam atendidos de forma eficiente.

A Foundever utiliza inteligência artificial para analisar todas as interações nos seus contact centers, em vez de apenas uma amostra, e implementou um tutor “ChatGPT” para apoiar formadores e formandos. No entanto, Benedita Miranda enfatizou que o atendimento ao cliente deve ser humano, afirmando que “um bom serviço não é feito por uma máquina”.

A presença da Foundever na Web Summit, uma das maiores cimeiras tecnológicas do mundo, é vista como uma oportunidade para a empresa interagir com clientes e parceiros, além de se manter atualizada sobre as inovações do setor. “É interessante para nós estarmos numa localização onde podemos ouvir sobre as novas tecnologias”, concluiu a COO.

Leia também: O impacto da inteligência artificial no atendimento ao cliente.

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Fonte: ECO

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