2025 pode ser ano recorde para o setor do aço em Portugal

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, afirmou que 2025 poderá ser um ano recorde para o setor do aço em Portugal. Esta declaração foi feita durante a conferência “Aço, Quotas e Competitividade: A Hora da Metalomecânica”, organizada pelo ECO. Apesar de o setor enfrentar um período exigente, marcado por desafios de competitividade, guerras comerciais e a transição energética, as exportações da metalurgia e metalomecânica atingiram 2,1 mil milhões de euros em setembro, o que representa o melhor resultado de sempre para esse mês.

O ministro destacou que as mais de 20 mil empresas do setor do aço esperam “clareza e previsibilidade”, mas também é crucial que compreendam a necessidade de manter a “estabilidade e o diálogo permanente” num contexto internacional em mudança. Nos últimos dois anos, o Governo tem implementado várias medidas de apoio à modernização e reindustrialização, como a linha Reindustrializar, com uma dotação de 250 milhões de euros, e a Agenda Mobilizadora “Produtech R3”, que conta com 166 milhões de euros, dos quais mais de 95 milhões são incentivos públicos. Em 2026, será lançada a Plataforma Estratégica para as Tecnologias Europeias (STEP), com um investimento de 1.200 milhões de euros, focada na inovação digital e biotecnologia.

Em relação ao novo regulamento da Comissão Europeia, que visa garantir a sustentabilidade da indústria siderúrgica na União Europeia a longo prazo, Manuel Castro Almeida afirmou que é “necessário” e que procura equilibrar proteção e concorrência. O ministro assegurou que Portugal está a acompanhar esta discussão com uma posição de equilíbrio e prudência, em resposta à proposta de Bruxelas que prevê a redução de 47% das quotas de importação isentas de tarifa.

O ministro também abordou a importância da inteligência artificial (IA) nas fábricas do setor do aço, desafiando os empresários a investirem nesta tecnologia. “A IA deve ser integrada nas empresas tradicionais, não apenas nas de base tecnológica. É fundamental que os empresários reconheçam a sua importância”, sublinhou. O Governo já abriu um concurso de 100 milhões de euros, gerido pelo Banco de Fomento, para apoiar as PME na aplicação de IA nos seus processos produtivos. Este montante foi rapidamente esgotado, evidenciando a dinâmica do setor e a necessidade de reforço de capital.

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O ministro concluiu que o Estado terá de aumentar o apoio à adoção de IA, uma vez que as candidaturas ultrapassaram os 800 milhões de euros em apenas 15 dias, demonstrando a forte procura por parte das empresas.

Leia também: O impacto da inteligência artificial na indústria metalomecânica.

setor do aço setor do aço Nota: análise relacionada com setor do aço.

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Fonte: ECO

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