Trabalhadores da Autoeuropa apoiam greve geral de 11 de dezembro

Os trabalhadores da Autoeuropa, uma das principais fábricas da Volkswagen em Portugal, têm “todas as razões” para aderir à greve geral marcada para o dia 11 de dezembro, segundo o sindicato Site-Sul, ligado à CGTP. A fábrica, localizada em Palmela, é uma das maiores exportadoras do país e está a passar por um momento crítico com o início da produção da nova geração do T-Roc.

Nuno Santos, coordenador do Site-Sul, afirmou que “os trabalhadores da Autoeuropa não estão isentos das alterações previstas no pacote laboral”. Ele sublinhou que a situação atual afeta todos os trabalhadores, não apenas os de empresas menores. “São medidas que favorecem as necessidades do patronato”, acrescentou.

Entre os principais problemas identificados, estão os despedimentos, que afetam todos os trabalhadores, além de questões como o banco de horas, o outsourcing, o despedimento por inadaptação e as implicações relacionadas com a maternidade. Estas questões não só impactam a Autoeuropa, mas também os fornecedores que operam nas proximidades da fábrica.

O sindicato tem tentado informar os trabalhadores sobre as mudanças na legislação laboral, utilizando redes sociais e contactos diretos, incluindo a recolha de assinaturas para um abaixo-assinado promovido pela CGTP. “Estamos a trabalhar para mobilizar os trabalhadores. Serão realizados plenários e o objetivo é garantir a adesão à greve”, destacou Nuno Santos.

Em 2024, a Autoeuropa produziu mais de 236 mil veículos, gerando um volume de vendas de 3,8 mil milhões de euros, o que representa 4,5% das exportações nacionais. A produção da fábrica destina-se em mais de 99% à exportação, contribuindo com 1,6% para o PIB nacional e empregando cerca de 5 mil trabalhadores.

A Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa ainda não se pronunciou sobre a greve, mas deverá fazê-lo em breve. O Site-Sul criticou a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, por ter mudado de posição em relação ao banco de horas, que anteriormente considerava problemático. “Hoje, a ministra vê com bons olhos o banco de horas que pode prolongar o horário de trabalho até 50 horas por semana”, referiu o sindicato.

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A CGTP já entregou o pré-aviso de greve geral, enquanto a UGT planeia fazer o mesmo. Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, afirmou que “é fundamental construir uma grande greve geral para o dia 11 de dezembro”. Ele rejeitou as críticas da ministra, garantindo que a central sindical está sempre presente nas reuniões convocadas.

Mário Mourão, secretário-geral da UGT, também se manifestou a favor da greve, afirmando que a estrutura sindical se viu “encostada à parede” pelo Governo. “O que percebemos é que o Governo vai levar a proposta tal como está para a Assembleia da República, por isso não podemos perder a rua. Este é o momento”, concluiu.

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Fonte: Sapo

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