O candidato à presidência, Luís Marques Mendes, comentou recentemente a situação do antigo primeiro-ministro António Costa, afirmando que este nunca foi escutado diretamente, conforme esclarecido pelo Ministério Público. Mendes fez estas declarações após uma visita à feira Decorhotel, em Lisboa, onde foi questionado sobre uma notícia do Diário de Notícias que indicava que Costa teria sido alvo de escutas 22 vezes sem o conhecimento dos tribunais superiores.
O comunicado da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi claro ao afirmar que António Costa nunca foi alvo de escutas diretas. Em vez disso, o ex-primeiro-ministro foi apanhado em escutas relacionadas com conversas de outras pessoas que estavam a ser investigadas no âmbito da Operação Influencer. Mendes sublinhou que este esclarecimento altera significativamente a narrativa anterior, destacando que “todas as escutas foram apresentadas a controlo periódico ao juiz de instrução”.
O candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP considerou que, à luz do comunicado da PGR, todas as questões foram tratadas de acordo com a lei. “Parece-me que está tudo esclarecido”, afirmou Mendes, deixando no ar a possibilidade de que, caso alguém tenha dúvidas sobre a veracidade do comunicado, seria necessário reavaliar a situação.
A PGR também esclareceu que, incidentalmente, durante as escutas a outras pessoas, foram detectadas comunicações em que António Costa era interveniente. No entanto, estas escutas foram sempre do conhecimento do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o que reforça a legalidade do processo.
A Operação Influencer, que levou à detenção de cinco pessoas, incluindo o chefe de gabinete de Costa, Vítor Escária, está a ser investigada por suspeitas de crimes relacionados com a construção de um centro de dados em Sines e a exploração de lítio em Montalegre e Boticas. Este caso culminou na demissão de António Costa, que deixou o cargo de primeiro-ministro após a revelação de que estava a ser alvo de um inquérito no Supremo Tribunal de Justiça.
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António Costa Nota: análise relacionada com António Costa.
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Fonte: ECO





