António José Seguro, ex-presidente do Partido Socialista, afirmou este sábado que Portugal necessita de uma justiça competente que avance na investigação relacionada com a demissão do ex-primeiro-ministro António Costa, ocorrida há dois anos. Durante um encontro em Cerdeira, na serra da Lousã, Seguro sublinhou a importância de um sistema judicial que funcione de forma eficaz e atempada.
“Precisamos de uma Justiça que faça justiça e que seja competente. A situação que levou à demissão de António Costa deveria já ter sido mais esclarecida”, afirmou Seguro, insistindo que os factos devem ser apurados. O candidato à presidência da República, que conta com o apoio do PS, defendeu a separação de poderes, mas também a necessidade de as instituições funcionarem corretamente.
“Se a Justiça não agir a tempo, isso gera desconfiança entre os cidadãos”, argumentou. O ex-líder socialista referiu-se ainda ao caso das escutas em que António Costa estava envolvido, que não foram comunicadas ao Supremo Tribunal de Justiça, e destacou o esclarecimento feito pelo Ministério Público sobre a situação.
Seguro enfatizou que a Justiça deve olhar para si mesma e considerar mudanças que possam restaurar a confiança dos portugueses. “Temos processos que se arrastam por anos e até décadas, o que é inaceitável”, disse, referindo-se à necessidade de evitar prescrições que impeçam a Justiça de atuar de forma eficaz.
O candidato recordou um caso recente em que uma multa à banca de 225 milhões de euros acabou por prescrever, após passar por dois tribunais. “É fundamental que a Justiça possa agir no tempo certo”, sublinhou.
Além das questões relacionadas com a Justiça, António José Seguro também abordou o tema dos incêndios rurais, afirmando que não se deve preocupar com a floresta apenas em épocas de incêndio. Ele destacou a importância de aprender com as lições do passado e de manter um contacto próximo com as comunidades afetadas.
“Em julho e agosto, estive em várias regiões, especialmente no Centro, a dialogar com as populações que sofreram com os incêndios”, revelou. O ex-primeiro-ministro reiterou que a responsabilidade pela prevenção e combate a incêndios recai sobre os governos, mas que é necessário um esforço contínuo para proteger o mundo rural.
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Fonte: Sapo





