Plano de paz dos EUA para a Ucrânia é considerado insuficiente

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, expressou a sua preocupação em relação ao plano de paz apresentado pelos Estados Unidos para a Ucrânia, afirmando que este “não preenche requisitos mínimos”. Em declarações feitas em Luanda, após a visita a uma obra, Montenegro sublinhou a importância da articulação com a União Europeia, considerando-a “obrigatória” para o sucesso deste processo negocial.

Montenegro destacou que, embora o plano dos EUA constitua uma “base”, ele é “muito insuficiente” para alcançar os objetivos europeus de uma paz justa e duradoura para a Ucrânia. O primeiro-ministro enfatizou a necessidade de uma “reflexão rápida” por parte da Europa sobre o documento em discussão. “A meu ver, não preenche aqueles que são os requisitos mínimos que salvaguardam uma paz justa e duradoura para a Ucrânia”, afirmou.

O líder português também reconheceu que todos os esforços de mediação são positivos. “A mediação dos Estados Unidos e a sua participação num processo de paz são bem-vindas”, disse, mas reforçou que “a interação com a Europa é obrigatória”. Montenegro frisou que a Europa tem um interesse significativo em ser uma parte ativa neste processo e que a reunião convocada para discutir o plano de paz visa precisamente isso.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, convocou os líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia para um encontro na próxima segunda-feira, à margem da cimeira UE-UA em Luanda, para analisar o plano de paz para a Ucrânia. Este encontro surge após um comunicado conjunto assinado por vários líderes europeus, do Japão e do Canadá, que consideraram que o plano dos EUA “requer trabalho adicional” e que poderia deixar a Ucrânia vulnerável a novos ataques.

Os líderes manifestaram a sua preocupação com algumas exigências do plano, que incluem a cedência de território e limitações às Forças Armadas ucranianas. Eles afirmaram que tais medidas poderiam comprometer a segurança da Ucrânia e a estabilidade da região. O plano de 28 pontos, elaborado pelo governo do presidente norte-americano, Donald Trump, gera grande apreensão em Kiev, uma vez que inclui várias exigências russas.

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Trump deu à Ucrânia até 27 de novembro, Dia de Ação de Graças, para responder às propostas. Caso a Ucrânia rejeite o plano, o presidente russo, Vladimir Putin, já ameaçou intensificar os avanços militares no terreno, onde a Rússia mantém uma vantagem significativa. Diante da pressão tanto dos Estados Unidos como da Rússia, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, iniciou consultas com os seus aliados europeus.

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Fonte: ECO

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