O Sindicato dos Trabalhadores da Atividade Financeira (Sintaf) anunciou a sua adesão à greve geral marcada para 11 de dezembro. O sindicato critica o Governo, afirmando que este “fingiu negociar” com os parceiros sociais, levando a um impasse que, segundo a direção do Sintaf, deve ser resolvido pelos trabalhadores.
Em comunicado, o Sintaf expressou a sua insatisfação com a proposta de reforma da legislação laboral apresentada pelo Governo do PSD/CDS. Para o sindicato, esta reforma representa um ataque aos trabalhadores, beneficiando apenas os empregadores e desregulando as relações laborais. “Estamos a assistir a uma destruição da balança que deveria equilibrar os interesses de patrões e trabalhadores”, referiu o Sintaf.
Um dos pontos mais criticados é a possibilidade de despedimentos sem justa causa, com indemnizações irrisórias. O sindicato alerta que esta situação poderá levar a um aumento da precariedade laboral, onde os trabalhadores poderão ser contratados através de contratos a prazo intermináveis e recorrer ao outsourcing, tornando-se assim precários durante toda a sua vida profissional.
Além disso, o Sintaf denuncia que a reforma proposta visa desregular os horários de trabalho, através da implementação de bancos de horas obrigatórios, uma prática que, segundo o sindicato, já era alvo de abusos por parte dos empregadores. O sindicato também critica a intenção do Governo de limitar os direitos parentais, afirmando que “os filhos dos trabalhadores não são precisos, só atrapalham”.
Outro ponto de preocupação é a possível eliminação de sanções para os patrões que não realizem os devidos descontos para a Segurança Social. O Sintaf considera que esta medida poderá criar sérios problemas para o sistema de proteção social em Portugal.
Face a este cenário, o sindicato apela a todos os trabalhadores da atividade financeira para que se unam à greve geral de 11 de dezembro, sublinhando a importância de “parar o país e mostrar um cartão vermelho ao Governo”. A greve geral, convocada pela CGTP e pela UGT, será a primeira a juntar as duas centrais sindicais desde 2013, numa altura em que Portugal enfrentava a intervenção da ‘troika’.
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greve geral greve geral Nota: análise relacionada com greve geral.
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Fonte: ECO





