92% dos portugueses defendem educação financeira nas escolas

Um novo relatório global do Santander, intitulado “O Valor de Aprender – Perspetivas Globais sobre Educação Financeira”, revela que 92% dos portugueses acreditam que a educação financeira deve ser incluída no currículo escolar. O estudo, realizado pela Ipsos, envolveu 20 mil pessoas de 10 países e foi apresentado em Londres.

Em Portugal, dos 1.970 inquiridos, 63% afirmaram ter conhecimentos sólidos sobre temas financeiros. Contudo, a realidade é diferente quando se trata de aplicar esses conhecimentos. Apenas 36% dos portugueses conseguiram responder corretamente a uma questão simples sobre inflação, evidenciando um desfasamento entre a perceção e o conhecimento real.

O Santander destaca que a literacia financeira é cada vez mais relevante, especialmente num contexto de taxas de juro voláteis e aumento do custo de vida. O relatório sublinha a necessidade urgente de promover competências financeiras, uma vez que apenas 10% dos inquiridos recordam ter recebido formação nesta área durante a escolaridade.

A nível global, a educação financeira é considerada a segunda disciplina mais importante, logo a seguir à matemática. Além disso, 84% dos que não tiveram acesso a esta formação na escola gostariam de tê-la recebido. Dada esta lacuna, as redes sociais emergem como uma fonte de informação significativa, com um em cada cinco inquiridos a utilizar estas plataformas para obter conteúdos financeiros.

Em termos de ambições financeiras, 39% dos portugueses desejam alcançar estabilidade financeira, enquanto 33% aspiram a poupar para viajar e 23% para pagar dívidas. Apesar de um cenário económico desafiante, 35% dos inquiridos conseguem poupar parte do seu rendimento mensal, embora 40% admitam não poupar regularmente.

A utilização de serviços bancários digitais é bastante elevada, com 73% dos portugueses a utilizá-los semanalmente. No que diz respeito à perceção económica, apenas 24% se mostram otimistas em relação à economia global, enquanto apenas 22% têm uma visão positiva da economia nacional.

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Ana Botín, presidente do Banco Santander, enfatiza que a educação financeira é uma ferramenta essencial para o progresso. “Promover a educação financeira não é uma iniciativa pontual, mas uma responsabilidade contínua que deve ser partilhada entre governos, escolas, famílias, empresas e bancos”, afirma.

O Santander tem um compromisso firme com a educação financeira, oferecendo formação acessível e adaptada a diferentes públicos. Em 2024, mais de 4 milhões de pessoas em todo o mundo terão acesso a iniciativas de educação financeira promovidas pelo banco. Em Portugal, o Santander desenvolve programas para crianças, jovens e seniores, com iniciativas como ‘Contas à Vista’ e colaborações com a Junior Achievement Portugal.

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Fonte: Sapo

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