A Mota-Engil está prestes a dar um passo significativo no continente africano com um novo projeto que poderá atingir mil milhões de dólares. A empresa portuguesa foi escolhida para reabilitar a linha férrea Dilolo–Sakania, na República Democrática do Congo (RDC), que estará interligada à Lobito Atlantic Railway, em Angola. Este projeto visa criar um “corredor regional estratégico” que impulsione o comércio numa área rica em minerais essenciais.
O avanço deste projeto está associado a uma parceria estratégica entre os Estados Unidos, a RDC e Ruanda, que foi formalizada após a assinatura de um acordo de paz mediado por Donald Trump. Este acordo, assinado em Washington no dia 4 de dezembro, pretende estimular investimentos norte-americanos, especialmente no setor da mineração na região.
De acordo com um comunicado da International Development Finance Corporation (DFC), uma entidade estatal dos EUA, a Mota-Engil Engenharia e Construção África terá a responsabilidade de apoiar a reabilitação, operação e transferência da linha férrea em questão. O financiamento da DFC poderá chegar a mil milhões de dólares, após uma avaliação completa do projeto.
Este corredor ferroviário é crucial, pois liga as províncias mineradoras do sudeste da RDC, como Katanga, que é rica em cobre, cobalto e outros minerais estratégicos. A Mota-Engil já está envolvida no desenvolvimento do Corredor do Lobito desde que ganhou a concessão em novembro de 2022, em parceria com a Trafigura e a Vecturis. A conclusão deste projeto é vital para melhorar as ligações na região e facilitar o acesso às minas, o que, por sua vez, poderá dinamizar os negócios locais.
Este projeto é mais um exemplo do crescimento da Mota-Engil, que continua a acumular encomendas de grande escala, não só em África, mas também em mercados como o Brasil, onde venceu um leilão para um túnel imerso, e no México. Em Portugal, a empresa está envolvida em projetos de grande relevância, como a construção do primeiro troço da linha de Alta Velocidade. O CEO, Carlos Mota dos Santos, já expressou o desejo de continuar a desenvolver este projeto em consórcio com outras empresas portuguesas.
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Fonte: ECO





