A política do ódio e da mentira em Portugal

A mentira e o ódio são, sem dúvida, as formas mais insidiosas de corrupção que podem minar a confiança numa sociedade. Estudos demonstram que sociedades com maior confiança interpessoal são mais resistentes à corrupção. Sem um escrutínio sério e um compromisso com a verdade, a corrupção encontra um terreno fértil para prosperar.

Quando a mentira corrompe a confiança na verdade, o ódio corrompe as relações interpessoais. A confiança é fundamental para a convivência numa sociedade. Quando alguém se revela mentiroso, a confiança no que diz desaparece. Da mesma forma, o ódio gera desconfiança entre as pessoas. O que se observa é que, num ambiente de ódio, ninguém se sente seguro, pois o alvo do ódio pode mudar rapidamente. Um dia, um grupo é demonizado, e no dia seguinte, outro pode ser o alvo.

A retórica de figuras políticas que promovem o ódio, como é o caso de Ventura, é preocupante. A sua mensagem frequentemente inclui referências a grupos específicos, criando um ambiente de hostilidade. O discurso de Ventura, que frequentemente associa brasileiros a ladrões, é um exemplo claro de como o ódio e a mentira se entrelaçam. Aqueles que acreditam que o ódio não os atingirá estão enganados; a lógica do ódio é implacável e pode facilmente voltar-se contra qualquer um.

A política do ódio é, no fundo, desleal. Aqueles que são mobilizados para odiar são tratados como instrumentos descartáveis. O ódio não constrói comunidades; pelo contrário, precisa de novos inimigos para justificar a sua existência. A seleção de alvos, como bem descreveu o historiador René Girard, é um processo instável que pode rapidamente transformar aliados em inimigos.

A mensagem é clara: não se ama Portugal a odiar e a mentir. Isso deveria ser uma reflexão para todos os que consideram votar em Ventura ou que já o fizeram. A mentira gera mais mentiras, e o ódio gera mais ódio. O que se observa é que a política do ódio faz vítimas colaterais, prejudicando comunidades que, ao longo dos anos, têm contribuído para o país.

Leia também  António José Seguro vence eleições presidenciais com 31,11%

As suas constantes críticas a líderes de outros países, como o Brasil e Angola, e a instituições que acolhem os emigrantes portugueses, revelam uma postura irresponsável e anti-patriota. O que se espera de um líder é a promoção da unidade e da confiança, não a divisão e o ressentimento.

A interligação entre a mentira e o ódio é perigosa. A banalização da mentira destrói a confiança nas palavras, levando a uma situação em que a verdade se torna irrelevante. O que importa é a lealdade cega ao mentiroso, independentemente do que ele diga. O caminho do ódio é fácil de seguir, mas é também um caminho sem saída.

É fundamental que a sociedade portuguesa não se deixe levar por discursos que promovem o ódio e a mentira. O autoritarismo pode parecer uma solução, mas a história mostra que ele só leva à tirania. A verdadeira salvação para Portugal passa pela promoção da verdade, da confiança e do respeito mútuo.

Leia também: A importância da confiança nas sociedades democráticas.

ódio e mentira ódio e mentira ódio e mentira ódio e mentira ódio e mentira Nota: análise relacionada com ódio e mentira.

Leia também: Resultados do terceiro trimestre: ações da Toll Brothers em queda

Fonte: Sapo

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top