O procurador-geral da Rússia, Alexander Gutsan, revelou que os subornos constituem mais de 60% dos casos de corrupção no país. Em média, cada suborno detectado atinge o valor de um milhão de rublos, cerca de 11.200 euros. Esta informação foi divulgada durante uma entrevista à agência de notícias TASS.
Gutsan explicou que, embora a maioria dos subornos seja oferecida ou recebida em dinheiro, existem também casos em que os subornos se apresentam sob a forma de presentes valiosos, como automóveis, relógios e joias. Além disso, mencionou que alguns subornos foram feitos através de serviços, como descontos em viagens, reparações de casas e construção de imóveis.
Entre os casos menos comuns, o procurador-geral destacou subornos que incluíam itens como uma cadeira de massagem, um refrigerador para vinhos e até um colchão ortopédico. Segundo Gutsan, a diversidade nos métodos de suborno reflete a procura por diferentes bens e serviços em momentos específicos.
Este ano, a Rússia registou mais de 36 mil casos de corrupção, superando a média dos últimos cinco anos. Foram instaurados processos criminais contra cerca de 17 mil indivíduos. Gutsan reconheceu que a avaliação do estado real da corrupção é complexa, devido à elevada latência dos crimes e à dificuldade em quantificar a proporção entre casos ocultos e descobertos.
Apesar dos desafios, o procurador-geral expressou otimismo em relação aos esforços para combater a corrupção. “A locomotiva da luta contra a corrupção atingiu a velocidade necessária e não tem intenção de parar”, afirmou. Ele também destacou que os mecanismos para detectar bens adquiridos de forma ilegal estão a ser constantemente aperfeiçoados.
Gutsan assegurou que os procuradores estão bem informados sobre as suas responsabilidades e que o trabalho para combater a corrupção continuará em curso. “Eles sabem ‘o que’ e ‘como’ fazer”, concluiu.
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Fonte: Sapo





