Zelensky pronto para eleições na Ucrânia, pede segurança a aliados

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que está preparado para realizar eleições presidenciais no país, uma declaração que surge em resposta às críticas do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Zelensky sublinhou a importância de garantir a segurança do processo eleitoral, apelando ao apoio dos seus aliados. “Estou pronto para as eleições”, afirmou o líder ucraniano durante uma conferência de imprensa.

Trump, numa entrevista ao Politico, criticou a Ucrânia por não ter realizado eleições, acusando o governo de Kiev de utilizar a guerra como pretexto para adiar o processo. “A Ucrânia perdeu muito território e deveria avançar com as eleições”, declarou Trump. Em resposta, Zelensky pediu ajuda aos Estados Unidos e aos seus homólogos europeus para assegurar a segurança necessária para a realização das eleições na Ucrânia.

Atualmente, a Ucrânia encontra-se sob lei marcial, que foi instaurada no início da ofensiva russa em fevereiro de 2022. Esta legislação proíbe a realização de eleições em tempos de guerra. O país enfrenta bombardeamentos russos quase diários, que afetam a população e a infraestrutura, enquanto centenas de milhares de ucranianos lutam na linha da frente.

Zelensky também revelou que solicitou ao Parlamento que preparasse propostas para alterar a legislação eleitoral vigente, tendo em vista a realização de eleições sob a lei marcial. “Este é um comportamento corajoso e democrático, uma resistência à guerra”, comentou Alice Rufo, ministra delegada de França no Ministério da Defesa.

Além disso, o Presidente ucraniano destacou que a Rússia provavelmente tentará interferir nas eleições. “É importante lembrar a todos que o nosso país é uma democracia e que estamos dispostos a fazer o que for necessário para proteger a nossa nação”, afirmou em entrevista ao canal francês LCI.

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Zelensky confirmou ainda que a proposta inicial dos Estados Unidos para pôr fim ao conflito na Ucrânia está dividida em três documentos: um acordo-quadro de 20 pontos, um documento sobre garantias de segurança e outro sobre a reconstrução do país após a guerra. “Estamos a discutir estes pontos com os americanos e já iniciámos conversações com os europeus”, disse Zelensky, esperando apresentar uma versão atualizada aos Estados Unidos.

Por último, o Presidente ucraniano reconheceu que as possibilidades de a Ucrânia aderir à NATO estão a diminuir. “Queremos realmente estar na NATO. Na minha opinião, seria o correto. Mas sabemos que nem os Estados Unidos, nem alguns outros países, veem a Ucrânia na NATO neste momento”, concluiu.

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Fonte: ECO

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