Brasil em 2025: Protagonismo global e tensões políticas

O Brasil atravessou o ano de 2025 numa busca intensa por um protagonismo global, enquanto lidava com tensões políticas e judiciais. O julgamento de Jair Bolsonaro culminou numa condenação e numa guerra tarifária com os Estados Unidos, que marcaram o cenário político do país.

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, assumiu a presidência do G20 no final do ano anterior, onde defendeu a taxação dos super-ricos e o combate à fome. A meio do ano, Lula acolheu a cimeira dos BRICS, reforçando o discurso de um maior protagonismo do Sul Global e a importância do multilateralismo. No entanto, essa busca por um protagonismo global não veio sem desafios, especialmente nas relações com os EUA, que se tornaram mais tensas.

Com a presidência dos BRICS, Lula tentou unir os países do Sul Global, o que resultou em problemas com os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, procurou equilibrar a situação ao assumir a presidência do Mercosul e avançar nas negociações para um acordo comercial com a União Europeia, que poderá ser assinado ainda este ano.

No que diz respeito às questões climáticas, Lula conseguiu trazer a COP30 para a Amazónia, um evento que visou não só dinamizar a cidade de Belém, mas também mostrar ao mundo a realidade das comunidades que habitam a maior floresta tropical do planeta. Contudo, as expectativas de um acordo sobre o abandono dos combustíveis fósseis não se concretizaram, pois a proposta foi rejeitada pelos países árabes.

Além disso, o presidente brasileiro defendeu a prospeção de petróleo pela Petrobras, mesmo em áreas próximas à costa amazónica, o que gerou críticas de ambientalistas e organizações não-governamentais.

Enquanto Lula tentava projetar o Brasil no cenário internacional, o país enfrentava um clima interno conturbado. Jair Bolsonaro foi acusado e condenado a 27 anos e três meses de prisão por atentados contra a democracia. A situação agravou-se com a intervenção de Donald Trump, que, aliado de Bolsonaro, chamou o processo judicial de “caça às bruxas” e impôs tarifas a produtos brasileiros.

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Apesar das tensões, os canais de comunicação entre os dois países foram reabertos, com Trump a retirar algumas tarifas sobre produtos como carne, legumes e café. Lula reafirmou que a soberania e a democracia do Brasil não eram negociáveis, destacando a importância do protagonismo global do país.

A segurança pública também foi um tema central em 2025, com operações policiais que resultaram em confrontos violentos. Em agosto, a Polícia Federal realizou uma operação contra o Primeiro Comando da Capital, enquanto em outubro, uma ação no Rio de Janeiro resultou em 121 mortes, gerando críticas de organizações de direitos humanos que alertaram para a violência estrutural da política de segurança.

O Brasil, em 2025, mostrou-se como um ator global em busca de protagonismo, mas não sem enfrentar desafios internos e externos significativos. Leia também: O impacto das tarifas dos EUA na economia brasileira.

protagonismo global protagonismo global Nota: análise relacionada com protagonismo global.

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Fonte: Sapo

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