O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) anunciou que a adesão à greve geral, realizada esta quinta-feira, é “massiva” entre os pilotos, resultando numa “paragem quase total” da operação aérea em Portugal. Segundo a estrutura sindical, os pilotos estão a cumprir apenas os serviços mínimos decretados, assegurando as ligações essenciais, mas demonstrando a força da classe.
Hélder Santinhos, presidente do SPAC, afirmou que a maioria dos associados decidiu que este é o momento de traçar um limite. Ele sublinhou que a gravidade das medidas propostas pelo Governo exige uma resposta firme, afirmando que “não vamos voar enquanto os direitos dos trabalhadores estiverem sob ataque”. O líder do SPAC acrescentou que a paralisação será total e que a responsabilidade pelos transtornos recai inteiramente sobre quem insiste em legislar contra os trabalhadores.
O SPAC também detalhou a adesão à greve nas várias companhias aéreas. No caso da TAP, SATA e easyJet, a estrutura sindical destaca que estão a operar apenas os serviços mínimos. Para o grupo TAP, que inclui a TAP Air Portugal e a Portugália, a adesão à greve é total, com apenas 63 voos a serem realizados, todos correspondendo aos serviços mínimos. Inicialmente, estavam previstos 286 voos para o dia 11 de dezembro.
No grupo SATA, a adesão também é total, com a operação reduzida ao cumprimento estrito dos serviços mínimos. A easyJet apresenta uma adesão quase total à greve, superior a 80%, com apenas dois voos a serem realizados além dos serviços mínimos. Em contrapartida, a Ryanair não apresenta uma adesão total, devido a expedientes operacionais que não refletem o posicionamento dos pilotos baseados em Portugal.
O SPAC considera que a adesão à greve é histórica e não é um fim em si mesma, mas sim um grito de alerta contra o pacote “Trabalho XXI”, que se refere à nova lei laboral do Governo. Os pilotos pararam porque recusam a destruição da contratação coletiva, o fim da segurança no emprego e a normalização da precariedade. O sindicato defende que a segurança no emprego é um direito constitucional e um imperativo para a segurança das operações aéreas.
O SPAC elogiou a coragem e determinação de todos os pilotos que, prescindindo do seu salário e enfrentando pressões, mantêm os aviões em terra em defesa do futuro da profissão e dos direitos de todos os trabalhadores em Portugal.
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Fonte: Sapo





