UGT exige negociação da nova lei do trabalho sem restrições

Após a recente greve geral contra a revisão da lei do trabalho, o Ministério do Trabalho convocou a UGT para uma nova reunião. O secretário-geral adjunto da UGT, Sérgio Monte, afirmou que a central sindical está disposta a negociar, mas com uma condição: a retirada das restrições que o Governo insiste em manter.

“A UGT sempre se mostrou disponível para negociar, e encaramos esta reunião com naturalidade”, declarou Sérgio Monte, em declarações à RTP. O sindicalista sublinhou que a expectativa da UGT permanece a mesma que antes da greve, e que a central propôs ao Governo que, para suspender a greve, retirasse as propostas em discussão e iniciasse um novo processo negocial.

Monte enfatizou que o objetivo é estabelecer um verdadeiro diálogo sem as chamadas “traves mestras”. “Não se trata de começar do zero, mas de eliminar a atitude anti-negocial que fixa restrições que não podem ser alteradas”, explicou. O sindicalista ainda destacou que a UGT está disposta a entrar num processo de negociação sem linhas vermelhas, embora tenha algumas posições que não serão divulgadas publicamente neste momento.

Um dos pontos que a UGT rejeita é a proposta de banco de horas individual, lembrando que um acordo assinado em 2019 já havia eliminado essa prática. Após uma reunião anterior com o primeiro-ministro, Sérgio Monte sentiu que “tudo é negociável”, referindo-se à audiência que teve lugar a 26 de novembro e que considerou “construtiva”.

Sobre a greve geral, Monte afirmou que, apesar de o Governo ter minimizado a adesão, a mobilização foi significativa e refletiu o descontentamento dos trabalhadores em relação ao pacote de propostas em discussão. “Esta greve geral teve uma grande adesão e mostrou o descontentamento dos trabalhadores”, afirmou.

Vale a pena notar que, após a convocação da greve, o Governo apresentou à UGT uma revisão de algumas propostas, mas manteve inalteradas as mais controversas, como o alargamento dos contratos a prazo e o fim das restrições ao outsourcing após despedimentos. No mesmo dia em que se reuniu com a UGT, a ministra do Trabalho reiterou, numa entrevista à RTP, que o outsourcing é uma prática que também pode criar emprego.

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Fonte: ECO

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