Visitas aos EUA: Redes sociais obrigatórias para turistas

O Governo dos Estados Unidos está a considerar uma nova medida que poderá afetar visitantes de vários países, incluindo Portugal. A proposta da US Customs and Border Protection (CBP) exige que os turistas apresentem a sua atividade nas redes sociais dos últimos cinco anos, além de outros dados pessoais. Esta iniciativa está em consulta pública durante dois meses e, se aprovada, poderá transformar a forma como os cidadãos de 42 países, que atualmente podem entrar nos EUA sem visto, interagem com as autoridades.

Entre os países abrangidos estão o Reino Unido, França, Austrália, Alemanha e Japão. Para além das redes sociais, a CBP solicita informações como número de telefone, endereço de email, e dados biométricos, incluindo impressões digitais e características faciais. A proposta também exige que os visitantes forneçam informações sobre familiares, como nomes, moradas, datas de nascimento e locais de nascimento, incluindo crianças.

É importante notar que a CBP já tem a capacidade de inspecionar dispositivos eletrónicos de quem pretende entrar nos EUA. Em 2024, foram verificados 47 mil dispositivos de um total de 420 milhões de entradas no país. Até agora, a inclusão de informações sobre redes sociais era opcional, mas a nova proposta tornará essa exigência obrigatória.

Esta medida surge num contexto em que o turismo para os EUA tem vindo a decair desde o início do mandato de Donald Trump. As entradas de canadianos por rodovia caíram 37%, enquanto as entradas por via aérea diminuíram 26%. O turismo na Califórnia, por exemplo, deverá registar uma queda de 9% este ano.

Além disso, o US Citizenship and Immigration Services (USCIS) anunciou que começará a investigar opiniões “anti-americanas” nas redes sociais de candidatos a vistos de residência. Os estudantes já estão sujeitos a esta medida, sendo obrigados a desbloquear as suas redes sociais para análise pelas autoridades.

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O Governo dos EUA também tem instruído os consulados a rejeitar vistos a indivíduos que tenham trabalhado em fact-checking ou moderação de conteúdos em redes sociais, considerando-os “cumplícies em censura”. Por outro lado, o acesso a parques nacionais, como Yellowstone e o Grand Canyon, passará a ter um custo adicional de 100 dólares para estrangeiros.

A reação a esta proposta não se fez esperar. Sarah McLaughlin, do grupo Fire, que defende a liberdade de expressão, criticou a medida, afirmando que “os que desejam experienciar as maravilhas dos Estados Unidos não devem temer que a auto-censura seja uma condição de entrada no país”. A responsável sublinhou que exigir cinco anos de redes sociais aos visitantes temporários envia uma mensagem negativa sobre o compromisso dos EUA com a liberdade de expressão.

Leia também: O impacto do turismo na economia dos EUA.

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Fonte: Sapo

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