Acordo europeu reduz captura de carapau e solha em Portugal

Os ministros das pescas da União Europeia chegaram a um entendimento sobre as capturas para 2026, prevendo uma redução global que afetará diversas espécies, incluindo o carapau, a solha e o linguado em Portugal. Este acordo foi anunciado no passado sábado, dia 13, e estabelece limites para as embarcações que operam no Atlântico, mar do Norte, Mediterrâneo, Báltico e mar Negro.

Em Portugal, a redução de capturas do carapau será de 5%, passando de 59.266 toneladas em 2025 para 56.520 toneladas em 2026. O lagostim também sofrerá uma diminuição significativa, com uma redução prevista de 23%, que fará com que as capturas desçam de 239 para 185 toneladas. A solha, por sua vez, verá uma diminuição de 20%, caindo de 124 para 99 toneladas.

O linguado, que é pescado nas regiões da Madeira, Portugal continental e Açores, terá uma redução de 9% nas suas capturas, passando de 540 toneladas em 2025 para 492 toneladas em 2026. Além disso, a pesca do paloco nas águas nacionais deverá ser reduzida em 13%. Em contrapartida, a raia curva manterá o seu volume de pesca inalterado, fixando-se nas 50 toneladas, enquanto o peixe pargo terá uma ligeira redução de 3%, passando de 392 para 382 toneladas.

O acordo também prevê o fim da pesca total da anchova na área dos Açores e um aumento de 60% na captura no sul da zona marítima portuguesa, que passará de 7.266 toneladas para 11.639 toneladas em 2026. Este conjunto de medidas visa garantir a sustentabilidade das populações de peixes e a saúde dos ecossistemas marinhos.

Os limites de captura estabelecidos no acordo, conhecidos como “totais admissíveis de capturas”, são fundamentais para a gestão das unidades populacionais de peixes comerciais mais relevantes. As autoridades europeias sublinham que as unidades populacionais abrangidas pelo acordo são geridas pela UE, em colaboração com países vizinhos e através de acordos em organizações regionais de gestão das pescas.

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Após a saída do Reino Unido da UE, as unidades de peixes geridas em conjunto são consideradas recursos partilhados, conforme estipulado pelo direito internacional. Este acordo, que resultou de dois dias intensos de negociações, é um passo importante para a preservação das espécies e para a sustentabilidade da indústria pesqueira na Europa.

Leia também: O impacto das novas políticas de pesca na economia portuguesa.

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Fonte: Sapo

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