Ucrânia renuncia à NATO por garantias de segurança ocidentais

A Ucrânia decidiu abdicar da sua aspiração de integrar a NATO em troca de garantias de segurança oferecidas pelos seus aliados ocidentais. Esta declaração foi feita pelo presidente Volodymyr Zelensky durante a sua viagem para um encontro de negociações de paz em Berlim, na Alemanha. O compromisso surge como parte de um esforço para encerrar o conflito com a Rússia.

Zelensky revelou que a proposta consiste em obter garantias semelhantes às que o artigo 5º da NATO oferece aos seus membros. Na prática, isso significa que, caso a Rússia ataque a Ucrânia, tal ato seria considerado uma agressão contra os países que fornecerem essas garantias, levando-os a responder militarmente. Esta decisão representa uma mudança significativa para a Ucrânia, que nos últimos anos tem trabalhado arduamente para se juntar à aliança militar, uma aspiração que está até consagrada na sua Constituição.

Historicamente, tanto os Estados Unidos como a NATO têm-se oposto à adesão da Ucrânia, uma posição que foi mantida por presidentes de diferentes partidos. A decisão de Zelensky de renunciar à NATO alinha-se com uma das exigências de Moscovo, que sempre se manifestou contra a possibilidade de a Ucrânia se juntar à aliança.

Durante o encontro em Berlim, Zelensky conversou com enviados dos Estados Unidos, incluindo Steve Witkoff, e outros líderes europeus, que se juntaram para expressar apoio à Ucrânia. O presidente ucraniano afirmou que, apesar do desejo inicial de aderir à NATO, as garantias bilaterais de segurança com os EUA e outros países, como o Japão e o Canadá, são uma alternativa viável para prevenir novas invasões russas.

Putin, por sua vez, exige um compromisso formal das potências ocidentais para não expandir a NATO para o leste, o que incluiria a exclusão da Ucrânia e de outras ex-repúblicas soviéticas da aliança militar. O envio de Witkoff para as negociações sugere que Washington vê uma oportunidade de progresso em direção à paz, quase quatro anos após a invasão da Rússia.

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Entretanto, a Grã-Bretanha, França e Alemanha estão a trabalhar em propostas que incluem a cedência de território por parte da Ucrânia e limites ao seu exército, como parte de um acordo de paz. O assessor do Kremlin, Yury Ushakov, afirmou que a Ucrânia não conseguirá recuperar a Crimeia nem garantir a sua adesão à NATO, reiterando a posição de Moscovo.

Além disso, estão a decorrer discussões sobre a utilização de ativos russos congelados na Europa para financiar a Ucrânia. A Bélgica propôs que os Estados-membros da União Europeia rescindam acordos de investimento com a Rússia como condição para a expropriação desses ativos. O primeiro-ministro belga, Bart De Wever, criticou os planos da Comissão Europeia, considerando-os um roubo e exigindo garantias jurídicas para proteger os interesses dos Estados-membros.

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Fonte: Sapo

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